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Militares dos EUA prometem responder a possível ataque turco contra cidade síria de Manbij

Os militares norte-americanos prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade síria de Manbij à luz de uma possível operação turca na área, afirmou o comandante do Conselho Militar de Manbij, que faz parte das Forças Democráticas da Síria (FDS), Ebu Adil.
Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Ebu Adil comentou a resposta dos EUA às preocupações expressas pelos representantes do Conselho Militar de Manbij devido a um possível ataque contra a cidade síria por parte de Ancara.


"Há dois anos, em conjunto com as forças da coalizão liderada pelos EUA, nós limpamos Manbij do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países]. Desde então, na cidade se encontram forças da coalizão. Algum tempo atrás, nós falamos com os militares norte-americanos sobre um possível ataque da Turquia contra Manbij. Os militares dos EUA prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade, de onde quer que ele provenha", afirmou o comandante do conselho.

Além disso, ele …

Conselho de Segurança da ONU aprova cessar-fogo na Síria proposto pela Rússia

Trégua foi negociada por russos com ajuda de Turquia e Irã e sem participação dos EUA.


G1

O Conselho de Segurança da ONU aprovou este sábado (31) o projeto de resolução apresentado na sexta-feira pela Rússia para endossar o cessar-fogo na Síria. A trégua de alguns rebeles sírios com o governo do ditador Bashar al-Assad foi negociada pela Rússia com ajuda da Turquia e do Irã e sem a participação dos Estados Unidos. 

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Conselho de Segurança da ONU

Moscou elaborou um breve projeto de resolução para apoiar o cessar-fogo antes das futuras negociações do conflito, previstas para o final de janeiro em Astana, capital do Cazaquistão, segundo o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin.

O acordo fala em estabelecer negociações para conseguir uma solução política que ponha fim à guerra civil na Síria, que já deixou mais de 310 mil mortos desde 2011, obrigou milhões de pessoas a fugirem de seus lares e desencadeou uma crise de refugiados em toda a Europa.

O cessar-fogo entrou em vigor à 0h de sexta-feira (horário da Síria, 20h em Brasília) e tem sido respeitado na maior parte do país, apesar de relatos de alguns confrontos esporádicos próximo a Damasco. O pacto não inclui todos os rebeldes sírios. A antiga frente al-Nusra (Frente da Conquista do Levante) e as milícias curdas ficaram de fora, assim como o grupo terrorista Estado Islâmico.

A resolução patrocinada pela Rússia também apela a um acesso "rápido, seguro e sem impedimentos" ao fornecimento de ajuda humanitária em todo o país.

Negociações

Rússia e Turquia estão em lados opostos do conflito sírio: Moscou, juntamente com o Irã, fornece apoio militar crucial a Assad, enquanto a Turquia tem servido há muito tempo como base e fonte de suprimentos para os rebeldes.

Os EUA ficaram de fora devido à deterioração das relações entre Moscou e o governo de Barack Obama após o fracasso nas negociações para deter os combates em Aleppo, segunda maior cidade da Síria e até recentemente controlada por rebeldes, e em outros lugares do país.

As divisões no Conselho de Segurança entre a Rússia e as potências ocidentais que têm poder de veto -- Grã-Bretanha, França e EUA, que apoiam a oposição moderada e exigem que Assad renuncie -- bloquearam ações para pôr fim à guerra civil, que já está em seu sexto ano.

O projeto de resolução reitera que "a única solução sustentável para a actual crise na República Árabe Síria é através de um processo político inclusivo e liderado pela Síria", baseado em um comunicado que já foi aprovado pelo Conselho de Segurança em junho de 2012 e apela à formação de um governo de transição e à realização de eleições.



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