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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Trump é pressionado a negociar com grupo que EUA consideravam terrorista

Os interesses de Washington serão prejudicados se o próximo presidente norte-americano, Donald Trump, decidir negociar com a Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK), afirmou Sina Azodi, especialista naturalizado norte-americano em política externa iraniana e nas relações americano-iranianas, em entrevista à Sputnik.


Sputnik


Durante conversa com a Sputnik Internacional, Sina Azodi, especialista naturalizado norte-americano em política externa iraniana e nas relações americano-iranianas, advertiu que caso o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, decida se sentar à mesa das negociações com a MEK, os interesses de Washington serão brutalmente desprezados.

Os membros da Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK)
Membros da MEK © AP Photo/ Brennan Linsley

A entrevista foi efetuada após uma série de ex-oficiais norte-americanos terem apelado ao presidente eleito, Donald Trump, para que ele dialogasse com o grupo iraniano exilado — o Conselho Nacional de Resistência.

A organização se apresenta como alternativa à teocracia iraniana e visa mudar o regime na República Islâmica. Um dos componentes do grupo é conhecido como a MEK, que era denominada como uma organização terrorista pelos EUA entre os anos de 1997 e 2012.

"A administração de Trump não deve falar com a MEK, já que isso pode prejudicar os interesses dos EUA a longo prazo", afirmou Sina Azodi à Sputnik Internacional.

De acordo com o especialista, as possíveis conversações de Trump com a MEK poderiam ser usadas como uma medida de pressão pelos políticos iranianos que seguem um rumo duro na política interna ao lidar com o governo moderado do país.

Ao falar de como as próprias autoridades iranianas veem as potenciais conversações entre a administração de Trump e a MEK, Azodi disse que "eles [o governo iraniano] devem estar preocupados, mas não acredito que estejam alarmados".

Ele se mostrou moderadamente otimista quanto ao desenvolvimento das relações entre Washington e Teerã no governo Trump e a situação ao redor do acordo nuclear iraniano.

"Eu não acho que algo grave ocorra", disse Azodi, acrescentando que as possibilidades de desenvolvimento de boas relações entre Irã e EUA são maiores com o partido republicano no poder norte-americano.

Ao longo da década de 70, a MEK encabeçou uma campanha contra o xeique iraniano apoiado pelos EUA e efetuou ataques contra alvos norte-americanos. Entretanto, em uma carta recente a Trump, ex-oficiais dos EUA afirmaram que a designação da MEK como grupo terrorista foi feito sob pressão de Teerã.

Os signatários da carta também apelaram a Trump para que fossem tapadas as lacunas que obstaculizam o acordo nuclear iraniano e para que fosse reorientada a política dos EUA quanto a Teerã e a sua violação dos direitos humanos. Os representantes da equipe de transição de Trump ainda não responderam a tal pedido e não deram comentário algum sobre o assunto.

Entretanto, analistas dizem que quaisquer conversações com a MEK seriam um desvio drástico da política norte-americana, assinalando que qualquer vestígio de apoio dos EUA na mudança do poder iraniano aumentará a tensão os países muito rapidamente.


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