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Marinha e Aeronáutica do Brasil auxiliam buscas a submarino argentino desaparecido, diz ministro

Segundo Raul Jungmann, três navios e um avião brasileiros já foram disponibilizados. Última vez que o submarino militar com 44 pessoas a bordo manteve contato com a base foi na quarta-feira (15).
Por G1, Brasília

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, publicou em seu perfil no Twitter neste sábado (18) que três navios da Marinha brasileira "já estão auxiliando" nas buscas a um submarino argentino que desapareceu com 44 tripulantes a bordo.

Ainda segundo o ministro, a Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou um avião para também ajudar na procura pelo submarino e um segundo avião "será deslocado para apoiar as buscas do submarino argentino desaparecido" a partir deste domingo (19).

O submarino militar ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 quilômetros da costa patagônica do país.

De acordo com a FAB, o primeiro avião disponibilizado pelo Brasil decolou, com 18 tripulantes, às 17…

Bombardeios em Donbass deixam dezenas de mortos

Ataques devastadores, dezenas de mortos e feridos e uma reunião de emergência na Áustria. Especialistas tentam explicar por que conflito no leste da Ucrânia escalou de novo e tão rapidamente no início desta semana.


Ekaterina Sinelschikova | Gazeta Russa

O governo central de Kiev e a autodenominada República Popular de Donetsk (RPD) acusam-se mutuamente de iniciar os bombardeios nos últimos dias 29 e 30 de janeiro, que resultaram na morte de dezenas de pessoas e no corte de fornecimento de energia elétrica nos arredores de Donetsk, no leste ucraniano.


Porochenko é escoltado por militares durante visita a posto de defesa localizado na linha de contato com separatistas Foto:Reuters

O presidente da Ucrânia, Petrô Porochenko, interrompeu uma visita oficial à Alemanha e convocou uma reunião de emergência do Grupo de Contato para a resolução do conflito de Donbass, bem como apelou para a ONU.

Paralelamente, o representante permanente da Ucrânia junto às Nações Unidas, Volodimir Ieltchenko, culpou a Rússia pelos acontecimentos. “Exigimos que a Rússia cesse imediatamente as hostilidades e respeite rigorosamente o cessar-fogo”, disse.

O Conselho Permanente da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) realizou uma reunião de emergência na Áustria na terça-feira (31).

Segundo especialistas russos, é importante notar que os combates começaram no dia seguinte à conversa telefônica entre os presidentes russo Vladímir Pútin e americano Donald Trump, que vem manifestando o desejo de se distanciar do conflito ucraniano. A escalada seria uma forma de atrair a atenção para o problema, dizem.

Trump fora do jogo

Os combates começaram perto de Avdeievka (a linha de demarcação passa em seus arredores) e na capital da RPD, Donetsk. Avdeievka ainda tem status incerto; antes da recente escalada, a cidade permanecia sob domínio de Kiev, mas, alguns dias depois, a milícia tomou o controle.

Os moradores locais não têm aquecimento, eletricidade ou água. Segundo os observadores da OSCE, há tanques e obuses estacionados na cidade.

As informações sobre o número de mortos e feridos varia. De acordo com Kiev, suas bases sofreram 71 ataques e três soldados foram mortos no período de 24 horas.

A RPD, entretanto, afirma que as perdas da Ucrânia foram maiores, chegando a, pelo menos, 78 mortos e 76 feridos durante os combates. Os representantes da república também alegam que o exército ucraniano lançou 2.411 rodadas de obus e morteiros contra o seu território nas mesmas 24 horas e estaria planejando um ataque terrorista em uma unidade militar da RPD usando um miliciano recrutado.

“Ninguém sabe o que realmente aconteceu e quem apertou o gatilho; a situação vem sido potencialmente explosiva durante todo o tempo, porque nenhum dos lados está implementando os acordos de Minsk”, diz o diretor da fundação Política Ucraniana, Kost Bondarenko.

Segundo ele, o conflito em Avdeievka já era previsto e não tem nada a ver com o desejo de chamar a atenção da nova administração da Casa Branca ou da OSCE. “É improvável que haja um link direto nesse caso porque Trump não entre nesse tipo de jogo, e Kiev sabe disso”, diz Bondarenko.

Impasse sem pressa

Enquanto alguns especialistas veem os últimos combates como parte do desejo da Ucrânia de colocar Donbass de volta à agenda internacional, outros garantem que isso apenas reflete a falta de vontade de Kiev para implementar os acordos de Minsk.

“Essas ações agressivas, apoiadas pelas forças armadas ucranianas e com a participação delas, minam as metas e os objetivos dos acordos de Minsk. (...) Além disso, parece mais uma tentativa de desviar a atenção de, digamos, sua situação econômica bastante instável”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmítri Peskov, em entrevista à rádio Kommersant FM.

“O Estado Islâmico, a Síria, a China e os problemas internos – todas essas questões preocupam os EUA muito mais do que o conflito em Donbass, do qual já estão todos fartos”, diz Andrêi Suzdaltsev, vice-diretor do departamento de economia e política mundial na Escola Superior de Economia. “E aqui há mais uma coincidência – o confronto acontece quando Porochenko está visitando Berlim; parece muito suspeito, Porochenko está fazendo jogo duplo”, completa.

Segundo Boris Chmelev, da Academia Russa de Ciências, a situação interna na Ucrânia “está, na verdade, em um estado lastimável. O sucesso das reformas é modesto, a economia está em crise profunda e Porochenko enfrenta duras críticas”.

“Se Kiev provoca, Donbass reage de imediato. (...) Eles têm munição suficiente para repelir ataques, e podem se sentar por horas até que a Rússia e os EUA lentamente cheguem a um acordo sobre a forma de colocar pressão conjunta sobre Porochenko para a implementação dos acordos”, afirma Chmelev.



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