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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Brasil pode mudar preferência por sistemas antiaéreos russos

O Brasil teria desistido de comprar o sistema russo Pantsir-S1 de defesa antiaérea. O pensamento, agora, seria pela aquisição de outro armamento russo, o S-300.


Sputnik

Orçado em mais de US$ 1 bilhão, o sistema Pantsir-S1 foi considerado caro pelas autoridades brasileiras, além de não atender aos requisitos formulados pelos comandantes militares do Ministério da Defesa. 


Sistema de defesa antiaérea russo Pantsir-S1
Pantsir S1 © Sputnik/ Mihail Mokrushin

Segundo o jornalista Pedro Paulo Rezende, especialista em assuntos bélicos e militares, as razões para esta desistência são mais de ordem técnica do que financeira. Falando à Sputnik Brasil, Rezende explica sua posição:

"Em agosto de 2016, houve uma reunião no Comando da Aeronáutica para apreciar todas as propostas de venda para o Brasil de sistemas de defesa antimísseis, e surgiu o consenso de que os mísseis russos Pantsir-S1 não atendiam às necessidades diárias de defesa do país. Todos os mísseis oferecidos tinham alcance médio de 30 quilômetros, e isso não atenderia às necessidades de defesa do país."

Informações de Brasília dão conta de que em 2012 os militares brasileiros apresentaram a cerca de 30 fabricantes de sistemas de defesa antiaérea as especificações consideradas necessárias à defesa do Brasil: entre as exigências constavam as de que as baterias deveriam ser compatíveis com os radares usados no país e deveriam caber nos aviões de carga da FAB – Força Aérea Brasileira. De acordo com as mesmas fontes, os Pantsir-S1 não atenderiam a essa necessidade.

Segundo Pedro Paulo Rezende, o Brasil não descarta a possibilidade de avaliar outro sistema russo, o S-300. Mas não para já, e sim no futuro. Ele disse à Sputnik que, se a compra dos Pantsir-S1 tivesse sido fechada, os fabricantes russos montariam toda uma assistência tecnológica no Brasil, construindo uma fábrica e transferindo para o país engenheiros, mecânicos e vários outros especialistas na produção do sistema de defesa antiaérea.

Porém, como bem salientou Rezende, a compra deste sistema é assunto para o futuro:

"Não há orçamento. O Brasil está sem verbas para definir de quem comprará seu sistema de defesa antiaérea. Acredito que este assunto só será retomado, no mínimo, no próximo ano."

Sputnik solicitou ao Ministério da Defesa a designação de um representante para comentar a informação de que o Brasil desistiu de comprar o Sistema Pantsir-S1, porém não obteve resposta.


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