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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
Sputnik

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Discussões sobre Síria terminam em Astana sem avanços importantes

Único avanço foi o acordo entre Teerã, Ancara e Moscou para continuar esforços para consolidação do cessar-fogo.


France Presse | G1

As discussões em Astana entre representantes do governo de Bashar al-Assad e rebeldes sírios terminaram nesta quinta-feira (16) sem grandes avanços, mas com o acordo de Rússia, Turquia e Irã, apoiadores do diálogo, sobre um mecanismo de vigilância do cessar-fogo. 

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Reunião sobre a Síria em Astana, Cazaquistão | Sputnik

As delegações dos rebeldes e do governo sírios não se reuniram diretamente e nenhuma declaração comum foi dada ao fim do encontro de 40 minutos com todos os participantes.

Estas conversas são a segunda parte de uma rodada iniciada no mês passado, também na capital cazaque, entre representantes do governo sírio e dos grupos rebeldes, que não resultou em avanços. O conflito iniciado em 2011 deixou mais de 310.000 mortos e milhões de deslocados.

O único avanço foi o acordo entre Teerã, Ancara e Moscou para continuar os esforços em prol de um mecanismo destinado a consolidar o frágil cessar-fogo, em vigor desde 30 de dezembro na Síria, criando um grupo comum de acompanhamento e observação da trégua.

Estas negociações foram o início das discussões previstas em Genebra para 23 de fevereiro, promovidas pela ONU.

Os dois grupos têm "muito em comum" apesar das "discordâncias", assegurou o chefe da delegação russa, Alexandre Lavrentiev.

Segundo o representante do Kremlin para a Síria, "a questão do cessar-fogo está sendo solucionada" e a esperança de resolver as "questões políticas" continua.

Mohamad Alluche, um dos representantes rebeldes, reconheceu que este encontro não "terminou em nada concreto" e acrescentou que recebeu promessas de Moscou em relação ao "fim dos bombardeios sobre o território controlado pelos rebeldes".

A Rússia também prometeu ajudar na libertação de prisioneiros rebeldes e na ativação de um "programa" para deter o cerco nas localidades controladas pelos rebeldes em uma área próxima a Damasco, acrescentou.

'Caminho para Genebra'

"A reunião de Astana mostrou o caminho para a próxima conferência de Genebra", disse o principal negociador do governo sírio, Bashar al-Jafari, culpando os rebeldes e a Turquia, principal apoiador da oposição, pelo fracasso das negociações.

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Jaberi Ansari, que comandava a delegação de seu país, reconheceu que as duas partes "estão no início de um árduo caminho".

"Agora é exatamente o bom momento para multiplicar os esforços com o objetivo de normalizar o processo político na Síria", declarou o emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, citado pela agência de notícias Tass, em um encontro, em Moscou, com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

De Mistura reiterou o "apoio" da ONU a estas discussões, nas quais as Nações Unidas serão representadas por uma "equipe técnica".

Mais tarde, De Mistura manteve um encontro com o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, que disse esperar que as negociações de Astana permitam traçar um "mapa unificado", onde estarão marcadas todas as zonas controladas pela oposição moderada e pelos militantes extremistas.

"É especialmente importante definir as zonas onde se encontram os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI) e da Frente al-Nosra, contra os quais seguiremos lutando junto à oposição moderada e a nossos aliados Turquia e Irã", ressaltou Shoigu após o encontro.


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