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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Discussões sobre Síria terminam em Astana sem avanços importantes

Único avanço foi o acordo entre Teerã, Ancara e Moscou para continuar esforços para consolidação do cessar-fogo.


France Presse | G1

As discussões em Astana entre representantes do governo de Bashar al-Assad e rebeldes sírios terminaram nesta quinta-feira (16) sem grandes avanços, mas com o acordo de Rússia, Turquia e Irã, apoiadores do diálogo, sobre um mecanismo de vigilância do cessar-fogo. 

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Reunião sobre a Síria em Astana, Cazaquistão | Sputnik

As delegações dos rebeldes e do governo sírios não se reuniram diretamente e nenhuma declaração comum foi dada ao fim do encontro de 40 minutos com todos os participantes.

Estas conversas são a segunda parte de uma rodada iniciada no mês passado, também na capital cazaque, entre representantes do governo sírio e dos grupos rebeldes, que não resultou em avanços. O conflito iniciado em 2011 deixou mais de 310.000 mortos e milhões de deslocados.

O único avanço foi o acordo entre Teerã, Ancara e Moscou para continuar os esforços em prol de um mecanismo destinado a consolidar o frágil cessar-fogo, em vigor desde 30 de dezembro na Síria, criando um grupo comum de acompanhamento e observação da trégua.

Estas negociações foram o início das discussões previstas em Genebra para 23 de fevereiro, promovidas pela ONU.

Os dois grupos têm "muito em comum" apesar das "discordâncias", assegurou o chefe da delegação russa, Alexandre Lavrentiev.

Segundo o representante do Kremlin para a Síria, "a questão do cessar-fogo está sendo solucionada" e a esperança de resolver as "questões políticas" continua.

Mohamad Alluche, um dos representantes rebeldes, reconheceu que este encontro não "terminou em nada concreto" e acrescentou que recebeu promessas de Moscou em relação ao "fim dos bombardeios sobre o território controlado pelos rebeldes".

A Rússia também prometeu ajudar na libertação de prisioneiros rebeldes e na ativação de um "programa" para deter o cerco nas localidades controladas pelos rebeldes em uma área próxima a Damasco, acrescentou.

'Caminho para Genebra'

"A reunião de Astana mostrou o caminho para a próxima conferência de Genebra", disse o principal negociador do governo sírio, Bashar al-Jafari, culpando os rebeldes e a Turquia, principal apoiador da oposição, pelo fracasso das negociações.

O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Jaberi Ansari, que comandava a delegação de seu país, reconheceu que as duas partes "estão no início de um árduo caminho".

"Agora é exatamente o bom momento para multiplicar os esforços com o objetivo de normalizar o processo político na Síria", declarou o emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, citado pela agência de notícias Tass, em um encontro, em Moscou, com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

De Mistura reiterou o "apoio" da ONU a estas discussões, nas quais as Nações Unidas serão representadas por uma "equipe técnica".

Mais tarde, De Mistura manteve um encontro com o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, que disse esperar que as negociações de Astana permitam traçar um "mapa unificado", onde estarão marcadas todas as zonas controladas pela oposição moderada e pelos militantes extremistas.

"É especialmente importante definir as zonas onde se encontram os terroristas do grupo Estado Islâmico (EI) e da Frente al-Nosra, contra os quais seguiremos lutando junto à oposição moderada e a nossos aliados Turquia e Irã", ressaltou Shoigu após o encontro.


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