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No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Escritor russo se alista em batalhão de Donbass

Vencedor do Prêmio Bestseller Nacional em 2008, Zakhar Prilepin atua como vice-chefe e instrutor político das milícias. Conhecido por declarações polêmicas, escritor compara atual situação na Ucrânia com os “dias da Grande Guerra Patriótica”.


Ígor Rôzin | Gazeta Russa

O escritor Zakhar Prilepin, de 41 anos, se uniu a um batalhão da República Popular da Donetsk (RPD) como vice-chefe e instrutor político das milícias, conforme ele mesmo declarou em uma entrevista ao jornal russo “Komsomolskaya Pravda”.


Crítico de Pútin, Prilepin já foi preso várias vezes Foto:Kirill Kukhmar/TASS

Nos últimos anos, Prilepin já vinha atuando como conselheiro para os líderes da RPD e organizava a entrega de ajuda humanitária a Donbass, além de participar ativamente do debate público sobre o conflito.

O escritor, que já esteve em combate na Guerra da Tchetchênia, tem patente de oficial e não concorda com aqueles que dizem que um escritor nunca deve pegar em armas.

Segundo Prilepin, a lista de escritores russos que participaram em conflitos é enorme. “Naturalmente, você terá que atirar. Aqui eu não me sinto escritor. Todas essas afirmações de que você é um escritor, de que por isso você não deve fazer nada, não me interessam. Quero, escrevo; não quero, não escrevo”, disse.

“Aqui é uma guerra. Isso aqui é como nos dias da Grande Guerra Patriótica contra os nazistas. Todos esses companheiros extraordinários como [os escritores] Konstantin Simonov e Serguêi Dovlatov escreviam e, ao mesmo tempo, carregavam armas”, acrescentou ao jornal “Moskovski Komsomolets”, citado pela agência EFE.

As declarações de Prilepin acerca do conflito na Ucrânia também já foram motivo de controvérsia em diversas ocasiões. Certa vez, o escritor se referiu a Kiev como uma cidade da Rússia e disse que ambos os povos são “membros da mesma cultura”.

Prilepin já trabalhou também para o jornal “Novaia Gazeta”, conhecido por sua oposição ao governo, e integrou o agora proibido Partido Nacional Bolchevique. Crítico fervoroso do presidente Vladímir Pútin, o escritor foi preso várias vezes. Entretanto, desde que a Crimeia passou a reintegrar a Rússia, em 2014, as críticas ao líder russo cessaram.

Zakhar Prilepin venceu Prêmio Bestseller Nacional em 2008 pelo romance “Sin” (Pecado, em tradução livre) e é hoje um dos escritores mais prestigiados do país. O escritor não possui livros lançados no Brasil.


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