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Brasil comemora 20 anos do fim do conflito entre Peru e Equador

O Brasil irá comemorar nesta terça-feira os 20 anos do fim dos conflitos na fronteira entre Peru e Equador, que se prolongaram por quase 170 anos e que causaram várias guerras, tensões e enfrentamentos entre ambos os países.
EFE

Brasília - O Acordo Global e Definitivo de Paz entre Equador e Peru foi assinado em 26 de outubro de 1998 em Brasília, que voltará a ser palco de um encontro entre representantes dessas duas nações, mas agora para reafirmar "o valor e a eficácia da diplomacia e da solução pacífica de controvérsias", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

A cerimônia contará com a participação do equatoriano José Ayala Lasso e do peruano Fernando de Trazegnies Granda, que eram os chanceleres de seus países na ocasião da assinatura e tiveram participação ativa nas negociações, e será presidido pelo ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes.

Segundo a nota oficial, a comemoração "também evidencia, uma vez mais, a capacidade regional de responder e…

Especialista: forças estratégicas nucleares da China se aproximam do nível da Rússia e EUA

Na véspera o teste de novo míssil balístico intercontinental DF-5C, realizado pela China, ganhou destaque no jornal norte-americano The Washington Post.


Sputnik


Por sua vez, a China o considera como "um teste científico comum", embora o míssil tenha dez blocos com guiamento automático.

Veículo militar levando o míssil chinês DF-21D
Míssil chinês DF-21 © AFP 2016/ GREG BAKER 

Essa notícia permite dar uma nova olhada nas perspectivas de desenvolvimento das forças nucleares chinesas, opina Vasily Kashin, especialista russo em questões militares.

Em entrevista à Sputnik China, ele informou que, apesar da elaboração do novo míssil de combustível sólido DF-41 capaz de portar uma ogiva com guiamento automático, futuramente, não se espera que sejam retirados de linha os mísseis com combustível líquido. A China está destinando mais recursos à criação de novas versões dos mísseis DF-5. Atualmente o país dispõe de 20 mísseis deste modelo.

"As vantagens do DF-5 são evidentes. É um míssil potente de combustível líquido com massa inicial de 183 toneladas. Suas capacidades energéticas são tão altas que permitem criar, com base nele, uma família inteira de foguetes portadores. É capaz de levar a ogiva potente com dez blocos e meios para superar sistemas de defesa antimíssil", explica Kashin.

Mas o DF-5 também tem seus lados negativos. Segundo o especialista, o míssil não é móvel e são instalados em túneis e sistemas de lançamento subterrâneos, demorando muito seu preparo para disparo – entre 30 e 60 minutos.

"O número pequeno dos sistemas de lançamento para tais mísseis pode ser destruído após o primeiro ataque inimigo", ressalta.

Hoje, o DF-5 não é o único míssil da China capaz de alcançar o território dos EUA. Os sistemas móveis DF-31 e DF-41 também representam perigo, assinala Kashin.

E não é só isso. A China está desenvolvendo o seu próprio sistema de prevenção de ataque nuclear e o sistema estratégico de defesa antimíssil (DAM). O especialista prevê que, após a elaboração de várias versões, o tempo em que o míssil é acionado seja consideravelmente reduzido.

"Juntamente com a instalação dos elementos de prevenção de ataque nuclear e da DAM, a China poderá ter uma chance real de usar estes mísseis para ataque preventivo. Considerando a semelhança destes mísseis com a estrutura de foguetes portadores da família CZ-2, a indústria chinesa poderá passar a produzir entre 10 e 15 mísseis deste tipo por ano", antecipa o especialista russo.

Assim, há cada vez mais razões para esperar um progresso impressionante da China que a aproximará ao nível dos EUA e Rússia nos próximos anos em termos de capacidade das forças nucleares, o que poderá levar a mudanças sensíveis do jogo no Círculo Pacífico.

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