Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

China tira mais um 'trunfo' aos EUA criando catapultas eletromagnéticas para porta-aviões

A China desenvolveu sua própria catapulta eletromagnética para os porta-aviões, sendo que anteriormente os EUA eram o único país que usava esse tipo de equipamento. Fazendo isso, o país asiático tem como objetivo melhorar a capacidade de combate dos seus grupos aeronavais.
Sputnik

Engenheiros chineses testaram o protótipo da catapulta eletromagnética de fabricação nacional com aviões de combate J-15, afirmou o contra-almirante chinês Yin Zhuo à edição China Daily. O alto responsável militar especificou que os aviões efetuaram "milhares de decolagens" usando a catapulta.


As catapultas dos porta-aviões são utilizadas para dar um impulso extra à aeronave (o que não é necessário se a aeronave decola do chão), devido à pequena pista de aterrissagem dos porta-aviões. Anteriormente, esse impulso era produzido por vapor.

O dispositivo eletromagnético usa um cabo de aço que liga o avião à catapulta e o faz decolar. De acordo com a mídia, o uso da catapulta foi conseguido devido ao sucess…

Mais de 1,5 milhão de refugiados já deixaram o Sudão do Sul, diz ACNUR

Conflito no Sudão do Sul é responsável pela pior crise de refugiados da África e pela terceira maior do mundo. País fica atrás apenas da Síria e do Afeganistão. Outros 2,1 milhões de sul-sudaneses são considerados deslocados internos. Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) precisa de quase 800 milhões de dólares para ajudar refugiados em nações vizinhas.


ONU

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou na sexta-feira (10) que, desde dezembro de 2013, mais de 1,5 milhão de pessoas já foram forçadas a deixar o Sudão do Sul por conta dos conflitos no país. O número faz da situação da nação em guerra a pior crise de refugiados da África e a terceira maior do mundo, atrás apenas da Síria e do Afeganistão.


A sul-sudanesa Sidah Hawa teve de deixar seu país de origem para buscar segurança em Uganda. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni
A sul-sudanesa Sidah Hawa teve de deixar seu país de origem para buscar segurança em Uganda. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni

O organismo internacional emitiu um apelo a todas as partes envolvidas nos confrontos para que busquem, com urgência, uma resolução pacífica. Além dos que tiveram de deixar o país, outros 2,1 milhões de indivíduos são considerados deslocados internos, ou seja, são pessoas que abandonaram suas casas e as cidades onde moravam, mas que permaneceram dentro do território sul-sudanês.

Segundo o ACNUR, caso a guerra continue, milhares de sul-sudaneses continuarão fugindo todos os dias para nações como Uganda, Etiópia, Sudão, Quênia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana.


Trajetória da violência

Uma escalada de violência em julho do ano passado reacendeu confrontos no Sudão do Sul, após o colapso de um acordo de paz entre o governo e forças de oposição. Com o agravamento dos confrontos, mais de 760 mil refugiados deixaram o país em 2016. Em média, 63 mil pessoas por mês tiveram de abandonar a nação.

Desde setembro de 2016, os fluxos migratórios registraram um aumento significativo — nos últimos quatro meses do ano passado, 500 mil sul-sudaneses cruzaram as fronteiras nacionais rumo a outros países. De acordo com o ACNUR, mais de 60% dos refugiados são crianças, muitas chegando a Estados vizinhos com níveis alarmantes de desnutrição.

Os recém-chegados contam histórias de sofrimento sobre os combates e outros episódios violentos, como sequestros, estupros e ameaças à vida. A agência da ONU aponta o destino desses refugiados reflete as tendências globais de deslocamento forçado: eles chegam a outros países e são acolhidos nas comunidades mais pobres, onde os recursos já são escassos.

A maioria dos refugiados foi recebida em Uganda, onde vivem cerca de 698 mil sul-sudaneses. A Etiópia acolhe atualmente cerca de 342 mil deslocados, enquanto mais de 305 mil estão no Sudão. Aproximadamente 89 mil refugiados do Sudão do Sul vivem no Quênia; 68 mil, na República Democrática do Congo; e 4,9 mil, na República Centro-Africana.
Faltam recursos para os refugiados

O ACNUR vê de maneira positiva o acolhimento que os sul-sudaneses têm recebido nos países vizinhos, mas continua extremamente preocupado com a falta de recursos para lidar com a crise de refugiados. Em 2017, a agência busca 782 milhões de dólares para operações regionais no Sudão do Sul e nos países anfitriões.

O organismo internacional alertou que a prestação de socorro e assistência está prejudicada pela falta de recursos.

Em comunicado sobre a conjuntura do país africano, o ACNUR reforçou seu pedido às nações doadoras por mais verba. Nas comunidades de acolhimento, o uso de recursos está no limite, o que compromete o fornecimento de água, alimentos, serviços médicos e saneamento. O apelo de 649 milhões de dólares, feito pelo ACNUR em 2016, alcançou apenas 33% do orçamento total.


Postar um comentário