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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
Sputnik

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Mais de 1,5 milhão de refugiados já deixaram o Sudão do Sul, diz ACNUR

Conflito no Sudão do Sul é responsável pela pior crise de refugiados da África e pela terceira maior do mundo. País fica atrás apenas da Síria e do Afeganistão. Outros 2,1 milhões de sul-sudaneses são considerados deslocados internos. Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) precisa de quase 800 milhões de dólares para ajudar refugiados em nações vizinhas.


ONU

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou na sexta-feira (10) que, desde dezembro de 2013, mais de 1,5 milhão de pessoas já foram forçadas a deixar o Sudão do Sul por conta dos conflitos no país. O número faz da situação da nação em guerra a pior crise de refugiados da África e a terceira maior do mundo, atrás apenas da Síria e do Afeganistão.


A sul-sudanesa Sidah Hawa teve de deixar seu país de origem para buscar segurança em Uganda. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni
A sul-sudanesa Sidah Hawa teve de deixar seu país de origem para buscar segurança em Uganda. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni

O organismo internacional emitiu um apelo a todas as partes envolvidas nos confrontos para que busquem, com urgência, uma resolução pacífica. Além dos que tiveram de deixar o país, outros 2,1 milhões de indivíduos são considerados deslocados internos, ou seja, são pessoas que abandonaram suas casas e as cidades onde moravam, mas que permaneceram dentro do território sul-sudanês.

Segundo o ACNUR, caso a guerra continue, milhares de sul-sudaneses continuarão fugindo todos os dias para nações como Uganda, Etiópia, Sudão, Quênia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana.


Trajetória da violência

Uma escalada de violência em julho do ano passado reacendeu confrontos no Sudão do Sul, após o colapso de um acordo de paz entre o governo e forças de oposição. Com o agravamento dos confrontos, mais de 760 mil refugiados deixaram o país em 2016. Em média, 63 mil pessoas por mês tiveram de abandonar a nação.

Desde setembro de 2016, os fluxos migratórios registraram um aumento significativo — nos últimos quatro meses do ano passado, 500 mil sul-sudaneses cruzaram as fronteiras nacionais rumo a outros países. De acordo com o ACNUR, mais de 60% dos refugiados são crianças, muitas chegando a Estados vizinhos com níveis alarmantes de desnutrição.

Os recém-chegados contam histórias de sofrimento sobre os combates e outros episódios violentos, como sequestros, estupros e ameaças à vida. A agência da ONU aponta o destino desses refugiados reflete as tendências globais de deslocamento forçado: eles chegam a outros países e são acolhidos nas comunidades mais pobres, onde os recursos já são escassos.

A maioria dos refugiados foi recebida em Uganda, onde vivem cerca de 698 mil sul-sudaneses. A Etiópia acolhe atualmente cerca de 342 mil deslocados, enquanto mais de 305 mil estão no Sudão. Aproximadamente 89 mil refugiados do Sudão do Sul vivem no Quênia; 68 mil, na República Democrática do Congo; e 4,9 mil, na República Centro-Africana.
Faltam recursos para os refugiados

O ACNUR vê de maneira positiva o acolhimento que os sul-sudaneses têm recebido nos países vizinhos, mas continua extremamente preocupado com a falta de recursos para lidar com a crise de refugiados. Em 2017, a agência busca 782 milhões de dólares para operações regionais no Sudão do Sul e nos países anfitriões.

O organismo internacional alertou que a prestação de socorro e assistência está prejudicada pela falta de recursos.

Em comunicado sobre a conjuntura do país africano, o ACNUR reforçou seu pedido às nações doadoras por mais verba. Nas comunidades de acolhimento, o uso de recursos está no limite, o que compromete o fornecimento de água, alimentos, serviços médicos e saneamento. O apelo de 649 milhões de dólares, feito pelo ACNUR em 2016, alcançou apenas 33% do orçamento total.


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