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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Moscou não responderá a novas ameaças da Otan

Para especialistas, tropas na fronteira russa não trarão reação de Moscou.


Nikolai Litôvkin | Gazeta Russa

Na quarta-feira (15), os ministros da Defesa dos países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) assinaram um acordo que permite que as tropas da Otan sigam até a fronteira russa em menos de 24 horas.


Soldados norte-americanos se postam próximos a tanques que serão usados pela Otan na Letônia / Reuters
Soldados norte-americanos se postam próximos a tanques que serão usados pela Otan na Letônia / Reuters

Sobre o novo acordo, o novo diretor do Pentágono, James Mattis, declarou que é necessário estabelecer relações com a Rússia “a partir de uma posição de poder”.

O ministro da Defesa da Rússia, Serguêi Choigu, manifestou dúvidas sobre o sucesso desse tipo de diálogo com o país e pediu explicações.

Sem contrapartida, dizem analistas

A presença de quatro mil soldados da Otan na fronteira russa, bem como o acordo sobre a livre circulação de tropas da Otan não podem ser consideradas medidas extraordinárias, segundo analistas militares, uma vez que, formalmente ,a Aliança Atlântica não viola o “Ato Rússia-Otan”, assinado em 1997.

Segundo o ato, a Aliança se compromete a não implementar um "contingente militar significativo" próximo ao território russo.

O documento assinado pelos ministros da Defesa dos países bálticos é de caráter técnico, de acordo com o vice-diretor do Instituto dos Países da CEI, Vladímir Evseev,e não levará a mudanças radicais nas fronteiras.

“Por essa razão, a Rússia não responderá de maneira agressiva, para não intensificar o confronto com a Otan”, disse Evseev.

"Temos que continuar a modernizar paulatinamente as Forças Armadas da Rússia e procurar novas maneiras da encontrar entendimento mútuo", afirma o diretor do Instituto dos EUA e Canadá da Academia da Ciências da Rússia, Valéri Garbuzov.

"[O chefe do Pentágono James] Mattis representa uma geração de militares sérios e sabe que a implantação de quatro batalhões nos países bálticos não desempenhará qualquer papel no caso de um grande conflito militar com a Rússia. Tudo isso é apenas política ", diz o editor-chefe da revista Russia in Global Affairs, Fiódor Lukianov.

Segundo ele, a política de desenvolvimento das relações com a Rússia a partir de uma posição de força pode levar à modernização do potencial nuclear dos Estados Unidos.

"Estamos testemunhando o modelo clássico de um governo republicano: demonstração e prontidão de uso da força”, completa.


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