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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Moscou não responderá a novas ameaças da Otan

Para especialistas, tropas na fronteira russa não trarão reação de Moscou.


Nikolai Litôvkin | Gazeta Russa

Na quarta-feira (15), os ministros da Defesa dos países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) assinaram um acordo que permite que as tropas da Otan sigam até a fronteira russa em menos de 24 horas.


Soldados norte-americanos se postam próximos a tanques que serão usados pela Otan na Letônia / Reuters
Soldados norte-americanos se postam próximos a tanques que serão usados pela Otan na Letônia / Reuters

Sobre o novo acordo, o novo diretor do Pentágono, James Mattis, declarou que é necessário estabelecer relações com a Rússia “a partir de uma posição de poder”.

O ministro da Defesa da Rússia, Serguêi Choigu, manifestou dúvidas sobre o sucesso desse tipo de diálogo com o país e pediu explicações.

Sem contrapartida, dizem analistas

A presença de quatro mil soldados da Otan na fronteira russa, bem como o acordo sobre a livre circulação de tropas da Otan não podem ser consideradas medidas extraordinárias, segundo analistas militares, uma vez que, formalmente ,a Aliança Atlântica não viola o “Ato Rússia-Otan”, assinado em 1997.

Segundo o ato, a Aliança se compromete a não implementar um "contingente militar significativo" próximo ao território russo.

O documento assinado pelos ministros da Defesa dos países bálticos é de caráter técnico, de acordo com o vice-diretor do Instituto dos Países da CEI, Vladímir Evseev,e não levará a mudanças radicais nas fronteiras.

“Por essa razão, a Rússia não responderá de maneira agressiva, para não intensificar o confronto com a Otan”, disse Evseev.

"Temos que continuar a modernizar paulatinamente as Forças Armadas da Rússia e procurar novas maneiras da encontrar entendimento mútuo", afirma o diretor do Instituto dos EUA e Canadá da Academia da Ciências da Rússia, Valéri Garbuzov.

"[O chefe do Pentágono James] Mattis representa uma geração de militares sérios e sabe que a implantação de quatro batalhões nos países bálticos não desempenhará qualquer papel no caso de um grande conflito militar com a Rússia. Tudo isso é apenas política ", diz o editor-chefe da revista Russia in Global Affairs, Fiódor Lukianov.

Segundo ele, a política de desenvolvimento das relações com a Rússia a partir de uma posição de força pode levar à modernização do potencial nuclear dos Estados Unidos.

"Estamos testemunhando o modelo clássico de um governo republicano: demonstração e prontidão de uso da força”, completa.


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