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Israel prende o governador palestino de Jerusalém

Motivo da detenção foram crimes cometidos na Cisjordânia ocupada, segundo a Organização para a Libertação da Palestina.
France Presse

Israel prendeu o governador palestino de Jerusalém por crimes que teria cometido na Cisjordânia ocupada, que não foram especificados, informou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O governador Adnan Gheith foi detido no sábado (20) à noite no bairro palestino de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. Será apresentado a um tribunal dentro de quatro dias, afirma a OLP em um comunicado.

Para o dirigente da OLP Saeb Erakat, a detenção é "um novo passo contra a presença palestina em Jerusalém" e constitui uma violação da legislação israelense a respeito das instituições palestinas da cidade.

"As ameaças contra dirigentes palestinos, sua detenção, inclusive o 'sequestro' do governador Gheith, são parte de um plano que pretende sufocar todas as bases de uma solução política com dois Estados e com as f…

ONU condena ataque aéreo a funeral no Iêmen; pelo menos seis mulheres e uma menina morreram

“A maneira pela qual as partes em conflito estão travando esta guerra está causando um sofrimento inaceitável à população do Iêmen. Como ilustrado nessa última tragédia, mulheres e crianças estão pagando com as suas vidas”, disse o coordenador humanitário da ONU no país.


ONU

O coordenador humanitário da ONU no Iêmen, Jamie McGoldrick, condenou ontem (16) o ataque aéreo contra um funeral perto de Sanaa, capital do país. Pelo menos seis mulheres e uma menina foram mortas e outras 15 ficaram feridas no incidente. 


Ataque aéreo no Iêmen deixa ao menos seis mulheres e uma menina mortas. Foto: UNICEF/Mohammed Hamoud
Ataque aéreo no Iêmen deixa ao menos seis mulheres e uma menina mortas. Foto: UNICEF/Mohammed Hamoud

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), as autoridades sanitárias afirmaram que o número de mortos pode subir devido ao estado de saúde grave de alguns feridos.

“A maneira pela qual as partes em conflito estão travando esta guerra está causando um sofrimento inaceitável à população do Iêmen. Como ilustrado nessa última tragédia, mulheres e crianças estão pagando com as suas vidas”, destacou McGoldrick.

O OCHA observou que o incidente ocorre em um momento de extrema dificuldade e sofrimento no país. As restrições que estão sendo colocadas às importações estão causando escassez de alimentos e o aumento dos preços, agravando a insegurança alimentar e a desnutrição em todo o Iêmen.

O declínio econômico causado pelo conflito está levando ao colapso da prestação de serviços básicos. O aeroporto de Sana’a permanece fechado aos voos comerciais, limitando as opções para aqueles que precisam deste serviço para ter acesso a cuidados médicos e restringindo os movimentos dentro e fora do país.

“O povo do Iêmen já sofreu o suficiente. A paz é a única solução para ajudar a acabar com o sofrimento”, disse o coordenador humanitário, pedindo a todas as partes que retornem à mesa de negociações.

Em uma declaração separada sobre o incidente, o enviado especial da ONU para o país, Ismail Ould Cheikh Ahmed, sublinhou que todos os dias, em todo o Iêmen, civis são mortos por ataques indiscriminados das partes em conflito em áreas residenciais.

“Os ataques contra civis são injustificáveis, independentemente das circunstâncias. Mulheres e crianças foram sujeitas a sofrimentos indescritíveis neste conflito brutal. Isso deve parar imediatamente”, disse, pedindo às partes para aderir as suas obrigações no âmbito do direito internacional humanitário, e para respeitar a vida.

O enviado destacou que os conflitos militares em curso na costa do Mar Vermelho estão agravando uma situação humanitária já catastrófica, com dezenas de civis atacados em zonas de guerra, sem acesso à ajuda humanitária e incapazes de fugir.

“As atividades militares na região ameaçam interromper a importação de suprimentos comerciais e humanitários, e podem ter um impacto terrível sobre a segurança alimentar para grande parte da população”, acrescentou Cheikh Ahmed, pedindo a todas as partes que assegurem o livre movimento dos recursos comerciais e humanitários.



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