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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Opinião: Pressão do navio Zumwalt dos EUA sobre China supera drasticamente a do THAAD (video)

Pouco antes da visita do secretário da Defesa dos EUA James Mattis à Coreia do Sul, o comandante do Comando Pacífico dos EUA (USPACOM) Harry B. Harris propôs deslocar para esse país o novo contratorpedeiro norte-americano USS Zumwalt.


Sputnik

Depois de a informação sobre essa declaração, que foi feita durante um encontro com representantes de departamentos militares da Coreia do Sul, ter surgido na mídia, analistas começaram afirmando que tal passo surge para por um lado pressionar a China e por outro lado para observar sua reação.


Contratorpedeiro USS Zumwalt
USS Zumwalt DDG 1000 © AP Photo/ Robert F. Bukaty

O posicionamento de um meio estratégico de alta tecnologia como o Zumwalt não é uma coisa simples, mas se for realizado, as declarações da Coreia do Sul sobre eles não permitirem a presença dos EUA na região se tornarão uma mentira.

"O Zumwalt não pode ser comparado com THAAD, é arma estratégica moderna. Não estou certo que o posicionamento, ainda que temporário, deste contratorpedeiro seja realista, já o posicionamento estratégico seria um problema complicado", disse à Sputnik Coreia Kim Dongyeop, professor do Instituto de Pesquisas do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam.

Segundo acrescentou o professor, o Zumwalt ainda não passou todos os testes, por isso não é fácil posiciona-lo como meio estratégico.

"Se ele for posicionado, os EUA terão que rever completamente seus planos de gerencia de objetos estratégicos, e mesmo que o posicionamento aconteça, isso vai exigir muito tempo e provocar muitas dificuldades", acrescentou Dongyeop.

Segundo o analista, desta forma os EUA tentam mostrar que querem conter a China com este posicionamento, sinalizando que se a China não permitir a instalação do THAAD na Coreia do Sul, os EUA podem criar outro cenário.

"A estratégia dos navios militares chineses consiste em eles saírem de Xangai para o Pacífico passando ao largo de Jeju (ilha sul-coreana) e Okinawa. Mas o posicionamento do contratorpedeiro Zumwalt na base naval de Jeju permitirá bloquear completamente a possibilidade de movimentação de navios chineses para o Pacífico", adiantou Dongyeop, explicando que a existência de uma base da Marinha dos EUA representará mais uma ameaça para a segurança da China.

O analista também não exclui que esse posicionamento do Zumwalt possa influenciar de algum modo a questão do THAAD, apesar da falta de uma ligação direta entre as duas iniciativas.




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