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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Opinião: Teste de míssil americano-japonês impulsará reforço do arsenal nuclear chinês

Testes bem-sucedidos do míssil americano-japonês Standard SM3 Block IIA, lançado há poucos dias do contratorpedeiro norte-americano USS John Paul Jones representam um novo sinal para a Rússia e China de que seus planos de reforço do potencial nuclear não podem ser interrompidos.


Sputnik


Entretanto, quaisquer iniciativas para redução do potencial nuclear são perigosas, porque a falta de capacidade militar ofensiva conjugada com um sistema da defesa antimíssil norte-americano avançado pode gerar uma tentação por parte de Washington de realizar um ataque preventivo incapacitante, acrescenta à Sputnik China o analista militar Vasily Kashin.

Lançamento de míssil Standard Missile (SM-3) pelo USS Decatur (DDG 73), um destróier da classe Arleigh Burke equipado com o sistema de combate Aegis e operando no Pacífico, em 22 de junho de 2007
Lançamento do míssil SM-3 © AFP 2016/ Marinha dos EUA

"Segundo informações da mídia norte-americana, o SM3 Block IIA, ao contrário das anteriores modificações do míssil SM3, vão ter capacidade para eliminar não só mísseis de médio alcance, mas também mísseis balísticos intercontinentais", acrescentou Vasily Kashin.

Segundo ele comunicou, a Rússia já tinha tomado medidas atempadas para a contenção dos sistemas antimísseis dos EUA. Devido à vastidão do território da Rússia, os EUA e seus aliados na Ásia não podem atingir os mísseis balísticos russos durante seu lançamento, o arsenal militar russo é também um fator positivo. Mas para a China a situação é muito mais complicada, porque a maioria do seu arsenal consiste de mísseis balísticos de médio alcance, que são vulneráveis aos sistemas antimísseis, informou Kashin.

"Tendo em conta o reforço das capacidades antimísseis dos EUA e da sua aproximação às fronteiras chinesas, o arsenal chinês poderá se tornar muito limitado para garantir a realização de um ataque de resposta", adiantou o analista Kashin, acrescentando que é importante que a China considere a instalação do sistema THAAD nos territórios da Coreia do Sul e do Japão.

Entretanto, o analista acredita que as tentativas de justificar o desenvolvimento dos sistemas antimísseis americano-japoneses com ameaças por parte da Coreia do Norte ou do Irã são ridículas, porque o Irã não tem nem armas nucleares nem mísseis balísticos, enquanto a Coreia do Norte terá no futuro um arsenal muito limitado de mísseis intercontinentais pouco desenvolvidos.

"Os objetivos principais do desenvolvimento de sistemas antimísseis é a obtenção de vantagens perante a Rússia e, o que é mais importante, de supremacia em armas nucleares perante a China", afirmou Kashin à Sputnik China.

Entretanto, a China tem estado nos últimos anos reforçando ativamente as capacidades de seus mísseis.

"A instalação de mísseis DF-41 e os testes dos mísseis DF-5C com 10 ogivas é um indicador de que a China é capaz de assegurar um rápido crescimento das suas capacidades ofensivas", adianta o analista russo.

O analista acha possível que as capacidades ofensivas da China cresçam mais rapidamente do que sejam desenvolvidos os sistemas antimísseis dos EUA destinados a conter a China. Assim, nenhuma das partes obterá, segundo ele, uma vantagem decisiva, mas a segurança global irá sofrer com isso.

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