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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Bomba atinge navio no Iêmem e 26 refugiados somalis morrem

Mulheres e crianças estão entre os mortos. Região é palco de bombardeios por parte das forças da coalizão árabe.


Por G1


Pelo menos 42 refugiados somalis, entre eles mulheres e crianças, morreram por disparos feitos de um helicóptero contra uma embarcação no mar Vermelho, perto da costa do Iêmen, informam as agências Reuters e Associated Press. Mais cedo, a agência Efe informou que os refugiados somalis tinham sido atingidos por disparos de armas leves, o que parecia excluir um ataque aéreo. 

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Pelo menos 42 refugiados somalis morreram, entre eles mulheres e crianças, após um artefato explosivo atingir o navio onde viajavam (Foto: Abduljabbar Zeyad/Reuters) 

Um traficante iemita que sobreviveu ao ataque, Al-Hassan Ghaleb Mohammed, disse à AP que o barco saiu de Ras Arra e estava a 50 km da costa, quando um barco militar abriu fogo seguido pelo helicóptero de caça.

Ele descreveu à agência uma cena de pânico, em que os refugiados aterrorizados acenaram com lanternas, aparentemente para tentar avisar que não eram combatentes. Ele disse que então o helicóptero parou de disparar, mas dezenas deles já estavam mortos.

Mohamed al-Alay, da Guarda Costeira, disse à agência Reuters que os refugiados, que portavam documentos oficiais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), iam do Iêmen ao Sudão quando foram alvejados por um helicóptero Apache perto do estreito de Bab al-Mandeb.

Os corpos de 42 refugiados foram levados aos hospitais da cidade portuária, onde dezenas de feridos também foram internados, segundo as autoridades locais. Dezenas de somalis que sobreviveram ao ataque, assim como três traficantes de pessoas iemenitas a bordo da embarcação, foram levados à prisão central da cidade.

A agência Saba, controlada pelos rebeldes xiitas huthis, afirmou que o ataque foi promovido pela aviação da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que não comentou o caso.

Os combatentes houthis são aliados ao Irã e dominaram a capital iemenita, Sanaa, em 2014, forçando o governo do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, que tem respaldo de Riad, a fugir para o exílio.

O estreito de Bab al-Mandeb é uma rota marítima estratégica ao sul do Mar Vermelho através da qual quase 4 milhões de barris de petróleo são despachados diariamente para a Europa, os Estados Unidos e a Ásia.

Situação no Iêmen


O setor situado ao sul de Hodeida foi palco de violentos combates nas últimas 24 horas que deixaram 32 mortos, segundo fontes médicas e militares.

Desde a intervenção da coalizão árabe, em março de 2015, para ajudar o governo a frear o avanço dos rebeldes, mais de 7.700 pessoas morreram e mais de 42.500 ficaram feridas, segundo a ONU.

O país sofre atualmente a "pior crise humanitária no mundo" e se expõe a um grave perigo de fome, adverte a ONU.


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