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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Coalizão dos EUA admite que pelo menos 220 civis morreram no Iraque e na Síria desde 2014

Algumas ONGs acusam a coalizão de subestimar o número de vítimas civis. A Airways, por exemplo, estima que esse total é de ao menos 2.463 mortos.


France Presse


A coalizão internacional que combate o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria reconheceu neste sábado (4) ter matado 21 civis a mais do que o esperado, elevando o número total para "pelo menos 220" desde o início das operações aéreas em 2014. 

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Entre os locais destruídos pelos bombardeios estão bases do grupo na zona de Wadi Akab, Bawabat al Sham e várias instalações no complexo residencial de Al Hamarat | Terra/CN

Um comunicado divulgado pelo Comando Militar Americano para o Oriente Médio (Centcom) informou que, em janeiro, a coalizão registrou 27 novas denúncias de possíveis vítimas civis durante os bombardeios aéreos, as quais se juntaram às dez relatadas nos meses anteriores. Recentemente, concluiu-se a perícia de 19 delas.

As investigações verificaram que os bombardeios da coalizão deixaram vítimas em nove desses casos encerrados. No total, morreram 21 pessoas, e duas ficaram feridas entre 14 de novembro de 2016 e 14 de janeiro de 2017.

Dez estavam no Iraque e, dessas, oito morreram em 13 de janeiro perto de Mossul, quando se encontravam próximas a uma casa que era alvo da coalizão.

Atualmente, uma ofensiva de grande envergadura está em curso em Mossul, com o objetivo de recuperar o controle dessa cidade das mãos dos extremistas.

Os ataques na Síria causaram a morte de 11 civis, em particular perto da cidade de Deir Ezzor (leste), onde aconteciam violentos combates entre extremistas e forças do governo.

"Até o momento, e segundo informações disponíveis, a coalizão considera que é mais provável que pelo menos 220 civis tenham sido mortos involuntariamente" por seus ataques desde o início das operações em agosto de 2014, acrescenta o comunicado.

Algumas ONGs acusam a coalizão de subestimar o número de vítimas civis. A Airways, por exemplo, uma ONG com sede em Londres que reúne dados disponíveis publicamente, estima que esse total é de ao menos 2.463 mortos.


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