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Militares dos EUA prometem responder a possível ataque turco contra cidade síria de Manbij

Os militares norte-americanos prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade síria de Manbij à luz de uma possível operação turca na área, afirmou o comandante do Conselho Militar de Manbij, que faz parte das Forças Democráticas da Síria (FDS), Ebu Adil.
Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Ebu Adil comentou a resposta dos EUA às preocupações expressas pelos representantes do Conselho Militar de Manbij devido a um possível ataque contra a cidade síria por parte de Ancara.


"Há dois anos, em conjunto com as forças da coalizão liderada pelos EUA, nós limpamos Manbij do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países]. Desde então, na cidade se encontram forças da coalizão. Algum tempo atrás, nós falamos com os militares norte-americanos sobre um possível ataque da Turquia contra Manbij. Os militares dos EUA prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade, de onde quer que ele provenha", afirmou o comandante do conselho.

Além disso, ele …

Em troca de combater junto com coalizão em Raqqa, curdos receberam certas garantias

A participação dos curdos da operação para libertar a cidade síria de Raqqa do agrupamento terrorista Daesh significa que eles obtiveram apoio estrangeiro em uma futura solução da crise síria, escreve o jornal Izvestia, citando uma fonte no Ministério das Relações Exteriores russo.


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As forças democráticas sírias, compostas maioritariamente por curdos e tribos árabes locais, estão conduzindo uma operação de libertação de Raqqa com o apoio por parte da coalizão ocidental encabeçada pelos EUA. 

Militares curdos
Militares curdos © AFP 2017/ Marwan Ibrahim

"As aspirações dos curdos em relação a Raqqa e o alargamento dos territórios por eles controlados para além do próprio Curdistão é uma evidência de influência externa", diz o Izvestia.

"Os curdos não têm necessidade militar de conquistar Raqqa. Eles se interessam, em primeiro lugar, pelos territórios dentro das fronteiras do Curdistão. O seu avanço significa que lhes foi garantida a possibilidade de defender seus direitos no futuro arranjo [da crise síria]", comunicou à edição uma fonte da chancelaria russa.

Em opinião do vice-presidente do Comitê Internacional do Conselho da Federação (Senado russo), Aleksei Klimov, o apoio dado aos curdos pelos americanos pode ameaçar a integridade territorial da Síria.

"Os EUA estão jogando a carta curda com sucesso. Washington está reforçando suas posições lá. E, nesta situação, há o perigo de que na agenda surja a questão da divisão da Síria em vários assim chamados Estados soberanos, pois apostar em um grupo étnico só pode acarretar consequências negativas", afirmou o senador.

Raqqa se localiza no Norte da Síria (150 km a leste de Aleppo), à beira do rio Eufrates, tendo por volta de 300 mil habitantes. A cidade foi conquistada pelos militantes em 2013.

As tropas governamentais têm tentado arrebatar o povoado dos terroristas, mas sem sucesso. Em 2014, o exército sírio perdeu controle de toda a província.


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