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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Ex-facção síria da Al-Qaeda reivindica atentado que fez 74 mortos em Damasco

Frente Fateh al-Sham divulgou comunicado chamando autores de 'heróis do Islã'.


France Presse


A Frente Fateh al-Sham, ex-facção da rede Al-Qaeda na Síria, reivindicou neste domingo (12) a autoria do duplo atentado que fez 74 mortos no centro histórico de Damasco. 

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Local do duplo atentado em Damasco, na Síria | Louai Beshara / AFP

"Um duplo atentado foi realizado por dois heróis do Islã (...) no coração da capital Damasco, fazendo dezenas de mortos e feridos", indicou o grupo extremista sunita em um comunicado.

Quarenta e três vítimas do atentado eram peregrinos iraquianos xiitas que estavam na capital síria para visitar os mausoléus na Cidade Velha, bairro histórico de Damasco, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Também morreram 11 civis sírios e 20 combatentes do regime de Bashar al-Assad.

Principal reduto do regime, a capital síria foi atingida por vários atentados desde o início da guerra em 2011, embora tenha sido poupada dos combates que devastaram outras cidades e regiões do país.

O grupo extremista afirmou que o ataque foi "uma mensagem para o Irã e suas milícias", referindo-se em particular ao apoio iraniano e do Hezbollah libanês ao regime de Damasco na guerra que assola a Síria há seis anos.

O ministério sírio das Relações Exteriores havia condenado o "atentado terrorista covarde que é uma resposta às vitórias do exército árabe sírio contra a Daesh e Al-Nosra", referindo-se ao grupo Estado Islâmico (EI) e à ex-facção da Al-Qaeda na Síria.

Considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e a Rússia, o antigo ramo da Al-Qaeda viu as facções rebeldes na Síria se unirem contra o grupo extremista e foi deixado de fora das negociações para um acordo sobre o conflito realizadas em Astana no final de janeiro entre grupos rebeldes e o regime.

No entanto, durante vários anos, esse grupo foi aliado dos rebeldes contra o regime de Bashar al-Assad, especialmente na província de Idleb, sua última grande fortaleza no país devastado pela guerra desde março de 2011.

A Frente Fateh al-Sham reivindicou em 25 de fevereiro um ataque contra os serviços de inteligência do regime em Homs. Cometido por dois homens-bomba, o atentado deixou dezenas de mortos e matou uma pessoa próxima ao presidente Assad, o chefe da inteligência militar de Homs.

Após este atentado, o chefe da ex-facção síria da Al-Qaeda advertiu, em um vídeo, que os atentados eram uma mensagem aos líderes da oposição para que "desaparecessem", prometendo "uma série novos ataques".

O grupo, inicialmente conhecido como Frente al-Nusra, passou a se chamar Fateh al-Sham e anunciou em julho de 2016 que se desligava da Al-Qaeda. De acordo com especialistas, essa manobra serviria para aliviar a pressão exercida pelos Estados Unidos e pela Rússia contra suas forças. Em janeiro, aliou-se a outros grupos radicais islâmicos para formar Tahrir al-Sham.

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