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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Japão lança campanha naval para mostrar aumento de capacidades da sua frota

Governo japonês tomou a decisão de enviar seu maior navio de guerra ao mar do Sul da China e ao oceano Índico para uma campanha naval de três meses.


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Este passo pode ser considerado como a maior ampliação da zona de atuação da Marinha japonesa desde a Segunda Guerra Mundial, destaca o especialista militar Vasily Kashin em um comentário para a Sputnik China.


Izumo, destróier porta-helicópteros japonês (arquivo)
Izumo, destroier porta-helicópteros japonês © AFP 2017/ TORU YAMANAKA

Izumo é um navio enorme da classe de destróieres porta-helicópteros, que existe apenas no Japão. Em outras partes do mundo ele seria um porta-helicópteros ou porta-aviões leve. O deslocamento total do Izumo é de 27.000 toneladas e nesta caraterística ele supera os porta-aviões leves europeus e corresponde aproximadamente a alguns navios de desembarque americanos.

Teoricamente o Izumo pode ser equipado com aviões de decolagem vertical F-35B e então seria um porta-aviões leve completo. Mas atualmente não se sabe nada sobre os planos do Japão em relação às compras de F-35B. É muito provável que o convés do Izumo precise ser um pouco alterado para este tipo de aviões.

"Mesmo com helicópteros, o navio tem um poder imenso. Habitualmente ele tem 9 helicópteros, mas caso seja necessário seu número pode ser aumentado", explica Vasily Kashin.

Os helicópteros também podem ser usados para operações de reconhecimento e indicação de alvos aos navios com mísseis antinavio. É possível supor que junto com o Izumo da campanha participe um dos destróieres japoneses mais modernos.

"Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo", sublinha o especialista militar russo.

Isto provocará uma reação negativa da China, que por sua vez já tem um porta-aviões e está construindo outros dois, que serão capazes de cumprir um leque de tarefas mais vasto. Mas a marinha japonesa é apenas uma pequena parte da força naval conjunta com os EUA na parte ocidental do oceano Pacífico, e os americanos de qualquer maneira têm mais capacidades de aplicar meios aeronavais do que a China. Mas, graças ao Izumo, os EUA não precisarão de usar seus navios grandes para proteger as vias de comunicação.

As vias de comunicação significam muito para o Japão, pais que depende completamente das importações de matérias-primas vitais.

"O medo perante o desenvolvimento rápido da frota submarina chinesa é uma força motriz para a construção de navios da classe Izumo. Além disso, a existência de uma unidade de combate tão poderosa aumenta o prestigio da frota japonesa e contribui para a ampliação dos contatos com outras marinhas asiáticas e faz do Japão um parceiro mais desejável para os EUA", conclui Vasily Kashin.


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