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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
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Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Japão lança campanha naval para mostrar aumento de capacidades da sua frota

Governo japonês tomou a decisão de enviar seu maior navio de guerra ao mar do Sul da China e ao oceano Índico para uma campanha naval de três meses.


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Este passo pode ser considerado como a maior ampliação da zona de atuação da Marinha japonesa desde a Segunda Guerra Mundial, destaca o especialista militar Vasily Kashin em um comentário para a Sputnik China.


Izumo, destróier porta-helicópteros japonês (arquivo)
Izumo, destroier porta-helicópteros japonês © AFP 2017/ TORU YAMANAKA

Izumo é um navio enorme da classe de destróieres porta-helicópteros, que existe apenas no Japão. Em outras partes do mundo ele seria um porta-helicópteros ou porta-aviões leve. O deslocamento total do Izumo é de 27.000 toneladas e nesta caraterística ele supera os porta-aviões leves europeus e corresponde aproximadamente a alguns navios de desembarque americanos.

Teoricamente o Izumo pode ser equipado com aviões de decolagem vertical F-35B e então seria um porta-aviões leve completo. Mas atualmente não se sabe nada sobre os planos do Japão em relação às compras de F-35B. É muito provável que o convés do Izumo precise ser um pouco alterado para este tipo de aviões.

"Mesmo com helicópteros, o navio tem um poder imenso. Habitualmente ele tem 9 helicópteros, mas caso seja necessário seu número pode ser aumentado", explica Vasily Kashin.

Os helicópteros também podem ser usados para operações de reconhecimento e indicação de alvos aos navios com mísseis antinavio. É possível supor que junto com o Izumo da campanha participe um dos destróieres japoneses mais modernos.

"Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo", sublinha o especialista militar russo.

Isto provocará uma reação negativa da China, que por sua vez já tem um porta-aviões e está construindo outros dois, que serão capazes de cumprir um leque de tarefas mais vasto. Mas a marinha japonesa é apenas uma pequena parte da força naval conjunta com os EUA na parte ocidental do oceano Pacífico, e os americanos de qualquer maneira têm mais capacidades de aplicar meios aeronavais do que a China. Mas, graças ao Izumo, os EUA não precisarão de usar seus navios grandes para proteger as vias de comunicação.

As vias de comunicação significam muito para o Japão, pais que depende completamente das importações de matérias-primas vitais.

"O medo perante o desenvolvimento rápido da frota submarina chinesa é uma força motriz para a construção de navios da classe Izumo. Além disso, a existência de uma unidade de combate tão poderosa aumenta o prestigio da frota japonesa e contribui para a ampliação dos contatos com outras marinhas asiáticas e faz do Japão um parceiro mais desejável para os EUA", conclui Vasily Kashin.


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