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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Japão lança campanha naval para mostrar aumento de capacidades da sua frota

Governo japonês tomou a decisão de enviar seu maior navio de guerra ao mar do Sul da China e ao oceano Índico para uma campanha naval de três meses.


Sputnik

Este passo pode ser considerado como a maior ampliação da zona de atuação da Marinha japonesa desde a Segunda Guerra Mundial, destaca o especialista militar Vasily Kashin em um comentário para a Sputnik China.


Izumo, destróier porta-helicópteros japonês (arquivo)
Izumo, destroier porta-helicópteros japonês © AFP 2017/ TORU YAMANAKA

Izumo é um navio enorme da classe de destróieres porta-helicópteros, que existe apenas no Japão. Em outras partes do mundo ele seria um porta-helicópteros ou porta-aviões leve. O deslocamento total do Izumo é de 27.000 toneladas e nesta caraterística ele supera os porta-aviões leves europeus e corresponde aproximadamente a alguns navios de desembarque americanos.

Teoricamente o Izumo pode ser equipado com aviões de decolagem vertical F-35B e então seria um porta-aviões leve completo. Mas atualmente não se sabe nada sobre os planos do Japão em relação às compras de F-35B. É muito provável que o convés do Izumo precise ser um pouco alterado para este tipo de aviões.

"Mesmo com helicópteros, o navio tem um poder imenso. Habitualmente ele tem 9 helicópteros, mas caso seja necessário seu número pode ser aumentado", explica Vasily Kashin.

Os helicópteros também podem ser usados para operações de reconhecimento e indicação de alvos aos navios com mísseis antinavio. É possível supor que junto com o Izumo da campanha participe um dos destróieres japoneses mais modernos.

"Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo", sublinha o especialista militar russo.

Isto provocará uma reação negativa da China, que por sua vez já tem um porta-aviões e está construindo outros dois, que serão capazes de cumprir um leque de tarefas mais vasto. Mas a marinha japonesa é apenas uma pequena parte da força naval conjunta com os EUA na parte ocidental do oceano Pacífico, e os americanos de qualquer maneira têm mais capacidades de aplicar meios aeronavais do que a China. Mas, graças ao Izumo, os EUA não precisarão de usar seus navios grandes para proteger as vias de comunicação.

As vias de comunicação significam muito para o Japão, pais que depende completamente das importações de matérias-primas vitais.

"O medo perante o desenvolvimento rápido da frota submarina chinesa é uma força motriz para a construção de navios da classe Izumo. Além disso, a existência de uma unidade de combate tão poderosa aumenta o prestigio da frota japonesa e contribui para a ampliação dos contatos com outras marinhas asiáticas e faz do Japão um parceiro mais desejável para os EUA", conclui Vasily Kashin.


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