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Exército Sírio é atacado a partir de área ocupada por EUA e FDS

Tropas do Exército Árabe Sírio que participam de uma ofensiva contra terroristas em Deir ez-Zor foram alvo de ataques lançados a partir de uma área dominada por militantes das Forças Democráticas da Síria (FDS) e unidades especiais das Forças Armadas americanas, conforme revelou o Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira.
Sputnik

"No último dia, grupos de assalto das tropas governamentais sírias, com apoio da Força Aeroespacial russa, cruzaram o Eufrates e continuaram a expandir a cabeça de ponte capturada a leste de Deir ez-Zor, apesar da dura resistência dos militantes do Daesh", afirmou o porta-voz da Defesa russa, major-general Igor Konashenkov, destacando o avanço das forças de Damasco. 


Segundo o militar, as tropas leais ao presidente Bashar Assad conseguiram liberar uma área de 60 quilômetros quadrados na zona oriental, mas encontraram obstáculos.

"De acordo com relatos de comandantes sírios na linha de frente, o Exército Sírio sofre contra-ataques mais seve…

Somália acusa coalizão saudita de atacar barco de refugiados na costa do Iêmen : 42 mortos

O governo da Somália culpou neste sábado (18) a coalizão aérea liderada pela Arábia Saudita de atacar uma embarcação onde pelo menos 42 refugiados somalis morreram na costa do Iêmen, e disse que a agressão cometida por um navio e um helicóptero militares foi "horrenda".


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A Somália pediu à coalizão, que é apoiado pelos EUA, para investigar o que aconteceu na sexta-feira (17) de manhã. A embarcação atingida estava cheia de refugiados, inclusive com mulheres e crianças. 


Pessoas carregam o corpo de um refugiado somali, morto em um ataque de helicóptero enquanto fazia uma travessia de barco na costa do Iêmen. 17 de março de 2017
Corpo de refugiado somali morto em ataque de helicóptero da coalizão apoiada pelos EUA © REUTERS/ Abduljabbar Zeyad

"O que aconteceu aqui foi um problema terrível e espantoso infligido a somalis inocentes. A coalizão liderada pelos Arábia Saudita que combate no Iêmen é responsável por isso", disse o ministro das Relações Exteriores da Somália, Abdisalam Omer, na rádio estatal do país.

Ele acrescentou que o governo iemenita também deve procurar uma explicação para o ataque e levar os responsáveis à justiça.

Em um comunicado separado, o primeiro-ministro somali Ali Hassan Khaire disse que a ofensiva foi "atroz" e "espantosa".

Os rebeldes iemenitas xiitas também acusaram a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que, por sua vez, não fez comentários.

O ataque ocorreu poucas semanas depois de o presidente recém-eleito da Somália, o somali-americano Mohamed Abdullahi Mohamed, ter escolhido a Arábia Saudita como o primeiro país que visitará como presidente.

O ataque colocou em evidência os perigos da rota, que é muito usada por imigrantes, e que se estende do Chifre da África até o Golfo Pérsico, passando pelo Iêmen, que atualmente está em guerra civil.

Laurent De Boeck, chefe do escritório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Sanaa, capital do Iêmen, disse que a agência acredita que todos os que estavam a bordo eram refugiados registrados.

Um contrabandista iemenita que sobreviveu ao ataque disse o barco que transportava refugiados que tentavam chegar ao Sudão.


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