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Morte made in Brazil: conflitos no Oriente Médio alavancam exportação de armamento do país

Uma missão árabe chegou ao Brasil interessada na compra de cargueiros KC-390 fabricados pela Embraer. A visita é resultado do esforço do Grupo Parlamentar Brasil-Arábia Saudita, criado no início deste mês, para aproximar os dois países no campo de defesa militar.
Sputnik

O KC-390 vai substituir os Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), é o maior avião produzido na América e foi concebido como um jato militar de transporte, anunciado pela primeira vez na edição de 2007 da Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro. A produção do avião, com capacidade para 23 toneladas de carga, envolve parcerias com fornecedores de peças de Argentina, Portugal e República Tcheca. Com um custo unitário de US$ 85 milhões, o KC-390, em fase final de testes, tem recebido propostas de compra de vários países.



A compra do cargueiro, porém, é apenas um detalhe na exportação brasileira de armamentos não só para a Arábia Saudita, como também para vários países do Oriente Médio e do Norte d…

Somália acusa coalizão saudita de atacar barco de refugiados na costa do Iêmen : 42 mortos

O governo da Somália culpou neste sábado (18) a coalizão aérea liderada pela Arábia Saudita de atacar uma embarcação onde pelo menos 42 refugiados somalis morreram na costa do Iêmen, e disse que a agressão cometida por um navio e um helicóptero militares foi "horrenda".


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A Somália pediu à coalizão, que é apoiado pelos EUA, para investigar o que aconteceu na sexta-feira (17) de manhã. A embarcação atingida estava cheia de refugiados, inclusive com mulheres e crianças. 


Pessoas carregam o corpo de um refugiado somali, morto em um ataque de helicóptero enquanto fazia uma travessia de barco na costa do Iêmen. 17 de março de 2017
Corpo de refugiado somali morto em ataque de helicóptero da coalizão apoiada pelos EUA © REUTERS/ Abduljabbar Zeyad

"O que aconteceu aqui foi um problema terrível e espantoso infligido a somalis inocentes. A coalizão liderada pelos Arábia Saudita que combate no Iêmen é responsável por isso", disse o ministro das Relações Exteriores da Somália, Abdisalam Omer, na rádio estatal do país.

Ele acrescentou que o governo iemenita também deve procurar uma explicação para o ataque e levar os responsáveis à justiça.

Em um comunicado separado, o primeiro-ministro somali Ali Hassan Khaire disse que a ofensiva foi "atroz" e "espantosa".

Os rebeldes iemenitas xiitas também acusaram a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que, por sua vez, não fez comentários.

O ataque ocorreu poucas semanas depois de o presidente recém-eleito da Somália, o somali-americano Mohamed Abdullahi Mohamed, ter escolhido a Arábia Saudita como o primeiro país que visitará como presidente.

O ataque colocou em evidência os perigos da rota, que é muito usada por imigrantes, e que se estende do Chifre da África até o Golfo Pérsico, passando pelo Iêmen, que atualmente está em guerra civil.

Laurent De Boeck, chefe do escritório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Sanaa, capital do Iêmen, disse que a agência acredita que todos os que estavam a bordo eram refugiados registrados.

Um contrabandista iemenita que sobreviveu ao ataque disse o barco que transportava refugiados que tentavam chegar ao Sudão.


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