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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Agressão ou justiça? Quem aprova e quem condena ataque dos EUA?

Os EUA lançaram 59 mísseis Tomahawk a partir de navios que estão operando no mar Mediterrâneo. O ataque teve como alvo a base aérea de Shayrat (província de Homs) controlada pelo exército governamental sírio. No resultado, morreram cinco militares e dois civis e mais cinco se encontram gravemente feridos.


Sputnik

O ato de Washington recebeu avaliações completamente opostas entre as nações. 


Líderes posam para fotos durante a Cúpula do G20, em Hangzhou, província de Zhejiang, China, 4 de Setembro de 2016. REUTERS / Damir Sagolj
Cúpula do G20 na China em 2016 © REUTERS/ Damir Sagolj

Quem apoia o ataque

O Ministério das Relações Exteriores turco disse que ia "apoiar os passos para castigar o regime sírio pelos seus crimes". O chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, solicitou conversas telefônicas com seus homólogos russo e norte-americano, Sergei Lavrov e Rex Tillerson, para propor criar uma zona de segurança e de exclusão aérea na Síria.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, qualificou o ataque norte-americano como "uma resposta adequada" ao alegado uso das armas químicas na província síria de Idlib.

"Atuando assim, os EUA dão um exemplo para todo o mundo livre que deve apoiar todos os passos necessários para pôr fim às atrocidades da guerra na Síria", disse o chefe do Estado judaico.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, acredita que o bombardeio visava "prevenir que a situação se tornasse ainda pior". Ele afirmou apoiar "a firmeza" de Trump quanto à cessação do uso das armas químicas.

Por sua vez, a França se limitou a afirmar que sabia do ataque militar. Embora Paris não tenha mostrado um apoio, considera a ação como "uma advertência ao regime criminal".

Seguindo uma linha similar, Berlim também acusa somente o presidente sírio Bashar Assad de ser responsável pelo tal desenvolvimento de ações e pediu para impor sanções.

Além desses países, o ataque norte-americano já foi apoiado pela Arábia Saudita, Austrália e presidente do Conselho Europeu Donald Tusk.

Defendendo Damasco

O presidente russo, Vladimir Putin, vê nos ataques americanos contra a Síria uma agressão contra um Estado soberano e violação das normas do Direito Internacional sob um pretexto fictício, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Por sua vez, a China disse respeitar Bashar Assad, presidente eleito pelo povo sírio.

"A China tem a postura, segundo a qual é necessário resolver a situação de modo político. Atualmente, a China espera que as partes estejam com sangue frio para não admitir uma escalação", disse o representante oficial da chancelaria chinesa.

O Irã também condenou o ataque unilateral dos EUA e considera que "as medidas somente fortalecem os terroristas na Síria e, consequentemente, isso complica a situação no país e na região".


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