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Moscou revela fotos de material bélico dos EUA nas posições do Daesh

O Ministério da Defesa da Rússia publicou na sua conta no Facebook fotos aéreas de posições do Daesh (organização proibida na Rússia), perto da cidade de Deir ez-Zor, nas quais se vê material bélico dos EUA.
Sputnik

"Graças às fotografias aéreas captadas entre 8 e 12 de setembro de 2017, perto das posições do Daesh foi detectado um grande número de veículos blindados norte-americanos Hummer que estão em serviço das forças especiais dos EUA", informou o ministério.


Segundo o ministério, nas fotos é claramente visível o posicionamento das forças especiais dos EUA em pontos de apoio que anteriormente foram equipados pelos terroristas. Nas fotos não há nenhuns vestígios de ataques, bem como de confrontos com os terroristas ou crateras provocadas por ataques aéreos realizados pela coalizão internacional liderada pelos EUA.

"Embora os pontos de apoio dos destacamentos das Forças Armadas dos EUA estejam nas zonas das atuais posições do Daesh, não existem quaisquer vestígios de pre…

Agressão ou justiça? Quem aprova e quem condena ataque dos EUA?

Os EUA lançaram 59 mísseis Tomahawk a partir de navios que estão operando no mar Mediterrâneo. O ataque teve como alvo a base aérea de Shayrat (província de Homs) controlada pelo exército governamental sírio. No resultado, morreram cinco militares e dois civis e mais cinco se encontram gravemente feridos.


Sputnik

O ato de Washington recebeu avaliações completamente opostas entre as nações. 


Líderes posam para fotos durante a Cúpula do G20, em Hangzhou, província de Zhejiang, China, 4 de Setembro de 2016. REUTERS / Damir Sagolj
Cúpula do G20 na China em 2016 © REUTERS/ Damir Sagolj

Quem apoia o ataque

O Ministério das Relações Exteriores turco disse que ia "apoiar os passos para castigar o regime sírio pelos seus crimes". O chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, solicitou conversas telefônicas com seus homólogos russo e norte-americano, Sergei Lavrov e Rex Tillerson, para propor criar uma zona de segurança e de exclusão aérea na Síria.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, qualificou o ataque norte-americano como "uma resposta adequada" ao alegado uso das armas químicas na província síria de Idlib.

"Atuando assim, os EUA dão um exemplo para todo o mundo livre que deve apoiar todos os passos necessários para pôr fim às atrocidades da guerra na Síria", disse o chefe do Estado judaico.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, acredita que o bombardeio visava "prevenir que a situação se tornasse ainda pior". Ele afirmou apoiar "a firmeza" de Trump quanto à cessação do uso das armas químicas.

Por sua vez, a França se limitou a afirmar que sabia do ataque militar. Embora Paris não tenha mostrado um apoio, considera a ação como "uma advertência ao regime criminal".

Seguindo uma linha similar, Berlim também acusa somente o presidente sírio Bashar Assad de ser responsável pelo tal desenvolvimento de ações e pediu para impor sanções.

Além desses países, o ataque norte-americano já foi apoiado pela Arábia Saudita, Austrália e presidente do Conselho Europeu Donald Tusk.

Defendendo Damasco

O presidente russo, Vladimir Putin, vê nos ataques americanos contra a Síria uma agressão contra um Estado soberano e violação das normas do Direito Internacional sob um pretexto fictício, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Por sua vez, a China disse respeitar Bashar Assad, presidente eleito pelo povo sírio.

"A China tem a postura, segundo a qual é necessário resolver a situação de modo político. Atualmente, a China espera que as partes estejam com sangue frio para não admitir uma escalação", disse o representante oficial da chancelaria chinesa.

O Irã também condenou o ataque unilateral dos EUA e considera que "as medidas somente fortalecem os terroristas na Síria e, consequentemente, isso complica a situação no país e na região".


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