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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

América Latina comprou mais de US$ 10 bilhões em armamentos russos

Exportador de equipamentos militares da Rússia quer continuar a batalha contra empresas dos EUA e da Europa pelo mercado latino-americano.


Ígor Rôzin | Gazeta Russa

Desde 2001, os países da América Latina compraram mais de US$ 10 bilhões em armamentos produzidos na Rússia. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Rosoboronexport (estatal russa responsável pelas vendas de equipamento militar ao exterior), Aleksêi Mikheev.



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A Venezuela é o principal mercado: entre 2000 e 2016, o país comprou 80% de todas as armas russas vendidas na América Latina. Foto:@IAF_MCC

"Nos últimos anos a concorrência nesse mercado está crescendo, os produtores norte-americanos e europeus estão intensificando seu trabalho na região, no entanto, estamos preparados para lutar pelos nossos clientes", declarou Mikheev.

E como em qualquer produto de exportação, a propaganda, ofertas e serviços especiais ajudam a ganhar clientes.

"Estamos usando todas as ferramentas modernas de marketing. Oferecemos esquemas de financiamento flexíveis, inclusive compensações, offset, trade-in e abordagens individuais para cada parceiro. Os clientes também apreciam os nossos serviços pós-venda e consultoria técnica e jurídica", disse.

Tradicionalmente, os países latino-americanos estão interessados em aviões e helicópteros. E depois do início da operação militar contra o Estado Islâmico na Síria, a demanda pelos equipamentos russos só aumentou.

"Tendo em conta os desafios atuais, como o terrorismo, tráfico de drogas, crime organizado e crimes virtuais, a Rosoboronexport está promovendo o “sistema integrado de segurança" no mercado latino-americano. Esse sistema inclui soluções integradas para problemas de segurança cibernética, controle das áreas costeiras, fronteiras nacionais e de grandes municípios e cidades”, lê-se no comunicado da Rosoboronexport.

Em março, o “think thank” de política internacional Chatham House publicou o relatório “Russia’s Role as an Arms Exporter” (“O papel da Rússia como um exportador de armas"), sobre as vendas dos armamentos russos na América Latina.

A região é um mercado tradicionalmente ocupado pelos fabricantes americanos e europeus. Mas o estudo da Chatham House mostra uma mudança considerável nos últimos anos.

A Venezuela é o principal mercado: entre 2000 e 2016, o país comprou 80% de todas as armas russas vendidas na América Latina. Na América Central o principal cliente é a Nicarágua, onde 80% dos equipamentos militares são produzidos por empresas russas. Já em outros países, como o Brasil, Colômbia, Argentina, México e Peru esta parcela não passa dos 20%.

O interesse dos exportadores militares da Rússia na América Latina também tem uma outra motivação: apenas 4,6% das vendas externas são feitas para a região. E o objetivo é aumentar este percentual em breve.



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