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Exército Sírio é atacado a partir de área ocupada por EUA e FDS

Tropas do Exército Árabe Sírio que participam de uma ofensiva contra terroristas em Deir ez-Zor foram alvo de ataques lançados a partir de uma área dominada por militantes das Forças Democráticas da Síria (FDS) e unidades especiais das Forças Armadas americanas, conforme revelou o Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira.
Sputnik

"No último dia, grupos de assalto das tropas governamentais sírias, com apoio da Força Aeroespacial russa, cruzaram o Eufrates e continuaram a expandir a cabeça de ponte capturada a leste de Deir ez-Zor, apesar da dura resistência dos militantes do Daesh", afirmou o porta-voz da Defesa russa, major-general Igor Konashenkov, destacando o avanço das forças de Damasco. 


Segundo o militar, as tropas leais ao presidente Bashar Assad conseguiram liberar uma área de 60 quilômetros quadrados na zona oriental, mas encontraram obstáculos.

"De acordo com relatos de comandantes sírios na linha de frente, o Exército Sírio sofre contra-ataques mais seve…

'Bielorrússia trava jogo muito perigoso com EUA' em cenário parecido ao ucraniano

"Os líderes da Bielorrússia estão travando um jogo muito perigoso com um adversário muito sério", afirma o historiador Andrei Fursov, referindo-se ao início das atividades da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) em busca de um parceiro local para seu projeto Community Connections na Bielorrússia.


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"Hoje em dia, a Bielorrússia é, de fato, o único país europeu amigo da Rússia. Claro que será aqui que vão atacar depois do [golpe de Estado na] Ucrânia, com o fim de transformar a Bielorrússia em algo intermédio entre a Ucrânia e a Lituânia. Não será necessariamente um regime nazista de Bandera [ex-líder nacionalista ucraniano], mas sim algo que leve a cabo uma viragem em direção ao Ocidente", assegurou o historiador e escritor Andrei Fursov em uma entrevista ao diário russo Pravda.


Presidentes da Rússia, Vladimir Putin (esquerda), da Bielorrússia, Alexander Lukashenko (centro) e da Ucrânia, Pyotr Poroshenko (direita), durante conversações em Minsk
Vladimir Putin, Aleksander Lukashenko e Pyotr Poroshenko © AFP 2017/ KIRILL KUDRYAVTSEV

Fursov se referiu, particularmente, às recentes atividades da USAID no território da Bielorrússia. O principal objetivo anunciado por seu programa é utilizar os intercâmbios profissionais para estabelecer conexões entre o povo bielorrusso e seus colegas americanos, com o fim de promover o mercado livre os valores democráticos.

Na opinião do diretor do Centro de Análise bielorrusso EsooM, Sergei Musienko, qualquer programa de intercâmbio é uma faca de dois gumes: "Me custa a crer que um país decida se meter desinteressadamente nos interesses dos outros. Muitas vezes, naturalmente, estão buscando e convidando os jovens mais inteligentes que, após isso, já nunca voltarão para casa".

O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, também expressou sua preocupação com as intenções de várias organizações norte-americanas.

"Estamos bastante preocupados com os intuitos de desestabilizar a situação na Bielorrússia através dos métodos de guerra moderna e queremos empreender ações correspondentes contra isso. Estou me referindo às intenções da nossa ‘quinta coluna' com apoio e financiamento por parte de fundações ocidentais (não estou intimidando ninguém, isto é algo que nós sabemos ao certo), […] e às tentativas de aumentar a tensão na Bielorrússia", destacou o presidente.

O início das atividades da USAID no país não é o único fato que provocou preocupação do líder bielorrusso. Nos finais de novembro, o site oficial do Departamento de Estado dos EUA publicou outra proposta de patrocínio de jornalistas bielorrussos.

O órgão prometeu alocar 520 mil dólares para a preparação de "jornalistas independentes" na Bielorrússia, entre outras coisas para cobrir as eleições presidenciais de 2020. Nesta proposta, se destaca que os projetos devem ter o potencial de causar "um impacto imediato que conduza a reformas sustentáveis a longo prazo".

O Departamento de Estado dos EUA também destina 800 mil dólares para financiar as organizações públicas ucranianas que supervisionem as autoridades locais em relação aos assuntos de corrupção e se ocuparem da construção de relações com os meios de comunicação regionais.

O convidado do serviço russo da Rádio Sputnik, Vladimir Bichkov, assinalou que as organizações mencionadas visam "criar esferas de influência norte-americanas nos países de interesse da inteligência dos EUA". O especialista também estabeleceu um paralelo com a situação na Ucrânia, aonde "Washington investiu 5 bilhões de dólares" através de atividades similares para alcançar o resultado desejado no inverno de 2013-2014.

Lukashenko também revelou ainda que dezenas de milicianos que estariam preparando uma provocação armada foram detidos no território bielorrusso. Um dos acampamentos se encontrava na região de Bobruisk, os restantes — na Ucrânia. Os sabotadores estariam sendo financiados através da Polônia e Lituânia, comunicou o chefe do Estado bielorrusso.



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