Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

'Bielorrússia trava jogo muito perigoso com EUA' em cenário parecido ao ucraniano

"Os líderes da Bielorrússia estão travando um jogo muito perigoso com um adversário muito sério", afirma o historiador Andrei Fursov, referindo-se ao início das atividades da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) em busca de um parceiro local para seu projeto Community Connections na Bielorrússia.


Sputnik

"Hoje em dia, a Bielorrússia é, de fato, o único país europeu amigo da Rússia. Claro que será aqui que vão atacar depois do [golpe de Estado na] Ucrânia, com o fim de transformar a Bielorrússia em algo intermédio entre a Ucrânia e a Lituânia. Não será necessariamente um regime nazista de Bandera [ex-líder nacionalista ucraniano], mas sim algo que leve a cabo uma viragem em direção ao Ocidente", assegurou o historiador e escritor Andrei Fursov em uma entrevista ao diário russo Pravda.


Presidentes da Rússia, Vladimir Putin (esquerda), da Bielorrússia, Alexander Lukashenko (centro) e da Ucrânia, Pyotr Poroshenko (direita), durante conversações em Minsk
Vladimir Putin, Aleksander Lukashenko e Pyotr Poroshenko © AFP 2017/ KIRILL KUDRYAVTSEV

Fursov se referiu, particularmente, às recentes atividades da USAID no território da Bielorrússia. O principal objetivo anunciado por seu programa é utilizar os intercâmbios profissionais para estabelecer conexões entre o povo bielorrusso e seus colegas americanos, com o fim de promover o mercado livre os valores democráticos.

Na opinião do diretor do Centro de Análise bielorrusso EsooM, Sergei Musienko, qualquer programa de intercâmbio é uma faca de dois gumes: "Me custa a crer que um país decida se meter desinteressadamente nos interesses dos outros. Muitas vezes, naturalmente, estão buscando e convidando os jovens mais inteligentes que, após isso, já nunca voltarão para casa".

O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, também expressou sua preocupação com as intenções de várias organizações norte-americanas.

"Estamos bastante preocupados com os intuitos de desestabilizar a situação na Bielorrússia através dos métodos de guerra moderna e queremos empreender ações correspondentes contra isso. Estou me referindo às intenções da nossa ‘quinta coluna' com apoio e financiamento por parte de fundações ocidentais (não estou intimidando ninguém, isto é algo que nós sabemos ao certo), […] e às tentativas de aumentar a tensão na Bielorrússia", destacou o presidente.

O início das atividades da USAID no país não é o único fato que provocou preocupação do líder bielorrusso. Nos finais de novembro, o site oficial do Departamento de Estado dos EUA publicou outra proposta de patrocínio de jornalistas bielorrussos.

O órgão prometeu alocar 520 mil dólares para a preparação de "jornalistas independentes" na Bielorrússia, entre outras coisas para cobrir as eleições presidenciais de 2020. Nesta proposta, se destaca que os projetos devem ter o potencial de causar "um impacto imediato que conduza a reformas sustentáveis a longo prazo".

O Departamento de Estado dos EUA também destina 800 mil dólares para financiar as organizações públicas ucranianas que supervisionem as autoridades locais em relação aos assuntos de corrupção e se ocuparem da construção de relações com os meios de comunicação regionais.

O convidado do serviço russo da Rádio Sputnik, Vladimir Bichkov, assinalou que as organizações mencionadas visam "criar esferas de influência norte-americanas nos países de interesse da inteligência dos EUA". O especialista também estabeleceu um paralelo com a situação na Ucrânia, aonde "Washington investiu 5 bilhões de dólares" através de atividades similares para alcançar o resultado desejado no inverno de 2013-2014.

Lukashenko também revelou ainda que dezenas de milicianos que estariam preparando uma provocação armada foram detidos no território bielorrusso. Um dos acampamentos se encontrava na região de Bobruisk, os restantes — na Ucrânia. Os sabotadores estariam sendo financiados através da Polônia e Lituânia, comunicou o chefe do Estado bielorrusso.



Postar um comentário

Postagens mais visitadas