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Pequim acha que exercícios dos EUA e da Coreia do Sul escalam situação na região

Os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul não contribuem para a desescalação na península coreana, acrescentou na segunda (21) a representante oficial Hua Chunying.
Sputnik

Os exercícios conjuntos Ulchi Freedom Guardian (UFG) se iniciaram na Coreia do Sul na segunda-feira. 


"Os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul não contribuem para a desescalação da situação na península coreana, bem como para os esforços das partes no sentido de realizar negociações", comunicou Hua Chunying durante o briefing.

Ela chamou os EUA, a Coreia do Sul e os outros países a darem passos construtivos que contribuam para o reinício das negociações e para a regularização racional do problema nuclear da península Coreana.

Cerca de 50 mil militares sul-coreanos e 17 mil norte-americanos participam dos exercícios.

Anteriormente havia sido comunicado que os EUA e a Coreia do Sul acordaram influenciar Pyongyang com o deslocamento de armas estratégicas norte-americanas – submarinos nuclear…

Estado-Maior russo: Militantes levam substâncias toxicas à Síria para EUA atacarem de novo

Nesta terça-feira (11), o chefe da Direção Principal de Operações do Estado-Maior russo, coronel-general Sergei Rudskoy, comunicou que, segundo informações ao seu dispor, militantes transportam substâncias tóxicas às regiões sírias de Khan Shaykhun, aeródromo Jirah, Ghouta oriental e para o oeste de Aleppo.


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Segundo o alto oficial, o objetivo de tais ações é criar mais um pretexto para as acusações contra o governo sírio em relação ao uso de armas químicas e provocar novos ataques por parte dos Estados Unidos. Rudskoy também advertiu que tais passos sejam inaceitáveis.

Fábrica de armas químicas em Aleppo
Fábrica de armas químicas descoberta em Aleppo com o Estado Islâmico © Sputnik/ Nour Molhem

Além disso, o dirigente do Estado-Maior russo afirmou, no decorrer de um briefing, que Washington, ao efetuar um ataque de mísseis contra o aeródromo sírio de Shayrat, violou as normas do direito internacional.

"Analisamos escrupulosamente todos os materiais midiáticos que contêm acusações contra o governo sírio de ter usado armas químicas no povoado de Han Sheyhun, na província de Idlib. Sua veracidade gera muitas dúvidas, e não somente em nós. Cada vez mais especialistas e organizações eminentes se inclinam para a versão de que as gravações sejam falsificadas", assegurou.

"Porém, autoridades americanas novamente decidiram não esperar pelos resultados da investigação e, violando as normas do direito internacional, em 7 de abril, ordenaram efetuar um ataque de mísseis contra o aeródromo de Shayrat, na sequência do qual morreram 9 civis, inclusive 4 crianças, e ficaram feridas cerca de dez pessoas", sublinhou Rudskoy.

O coronel-general adiantou que os militares russos estão dispostos a garantir segurança e deixar passar especialistas independentes, bem como representantes da Organização para a Proibição de Armas Químicas, ao aeródromo sírio de Shayrat, para que possam efetuar uma investigação adequada.

"Estamos prontos para conceder quaisquer oportunidades, garantir segurança e deixar passar especialistas independentes e representantes da OPAQ ao aeródromo de Shayrat para que efetuem uma investigação. Especialistas sabem que é impossível abafar indícios de um ataque químico", realçou.

Rudskoy afirmou que autoridades sírias, por sua vez, também manifestaram disponibilidade em deixar passar especialistas a esta base aérea, "contribuindo no trabalho deles de todos os modos".

Para concluir, o militar assegurou que o Exército sírio está travando uma ofensiva bem-sucedida contra as posições dos terroristas, por isso não há necessidade alguma de usar quaisquer substâncias tóxicas, que as forças governamentais não possuem.

"Neste contexto, o governo de Bashar Assad não precisa usar armas químicas. Ainda mais porque o Exército sírio não as tem", frisou.

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