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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Estado-Maior russo: Militantes levam substâncias toxicas à Síria para EUA atacarem de novo

Nesta terça-feira (11), o chefe da Direção Principal de Operações do Estado-Maior russo, coronel-general Sergei Rudskoy, comunicou que, segundo informações ao seu dispor, militantes transportam substâncias tóxicas às regiões sírias de Khan Shaykhun, aeródromo Jirah, Ghouta oriental e para o oeste de Aleppo.


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Segundo o alto oficial, o objetivo de tais ações é criar mais um pretexto para as acusações contra o governo sírio em relação ao uso de armas químicas e provocar novos ataques por parte dos Estados Unidos. Rudskoy também advertiu que tais passos sejam inaceitáveis.

Fábrica de armas químicas em Aleppo
Fábrica de armas químicas descoberta em Aleppo com o Estado Islâmico © Sputnik/ Nour Molhem

Além disso, o dirigente do Estado-Maior russo afirmou, no decorrer de um briefing, que Washington, ao efetuar um ataque de mísseis contra o aeródromo sírio de Shayrat, violou as normas do direito internacional.

"Analisamos escrupulosamente todos os materiais midiáticos que contêm acusações contra o governo sírio de ter usado armas químicas no povoado de Han Sheyhun, na província de Idlib. Sua veracidade gera muitas dúvidas, e não somente em nós. Cada vez mais especialistas e organizações eminentes se inclinam para a versão de que as gravações sejam falsificadas", assegurou.

"Porém, autoridades americanas novamente decidiram não esperar pelos resultados da investigação e, violando as normas do direito internacional, em 7 de abril, ordenaram efetuar um ataque de mísseis contra o aeródromo de Shayrat, na sequência do qual morreram 9 civis, inclusive 4 crianças, e ficaram feridas cerca de dez pessoas", sublinhou Rudskoy.

O coronel-general adiantou que os militares russos estão dispostos a garantir segurança e deixar passar especialistas independentes, bem como representantes da Organização para a Proibição de Armas Químicas, ao aeródromo sírio de Shayrat, para que possam efetuar uma investigação adequada.

"Estamos prontos para conceder quaisquer oportunidades, garantir segurança e deixar passar especialistas independentes e representantes da OPAQ ao aeródromo de Shayrat para que efetuem uma investigação. Especialistas sabem que é impossível abafar indícios de um ataque químico", realçou.

Rudskoy afirmou que autoridades sírias, por sua vez, também manifestaram disponibilidade em deixar passar especialistas a esta base aérea, "contribuindo no trabalho deles de todos os modos".

Para concluir, o militar assegurou que o Exército sírio está travando uma ofensiva bem-sucedida contra as posições dos terroristas, por isso não há necessidade alguma de usar quaisquer substâncias tóxicas, que as forças governamentais não possuem.

"Neste contexto, o governo de Bashar Assad não precisa usar armas químicas. Ainda mais porque o Exército sírio não as tem", frisou.

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