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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Irã aconselha os EUA a abandonar o Golfo Pérsico

O ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehghan aconselha os EUA a abandonar o Golfo Pérsico e não importunar os países da região, informa a agência Mehr.


Sputnik

"O que os norte-americanos estão fazendo no Golfo Pérsico? Deverão abandonar essa área para não causarem incômodos aos países da região", cita a Mehr as palavras do ministro. 


Porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower (CVN-69)  dos EUA no Gólfo Pérsico
Porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower (CVN-69) no Golfo Pérsico © AP Photo/ Petr David Josek

"Será aceitável que um ladrão armado entre na casa de alguém esperando um tapete vermelho? É um dos absurdos da época contemporânea", acrescentou.

As relações entre os EUA e o Irã mudaram completamente após a tomada de posse de Donald Trump. O presidente norte-americano declarou, nomeadamente, que não será tão amável em relação ao país do Oriente Médio como foi seu antecessor — Barack Obama. O novo chefe da Casa Branca tem uma atitude cética perante o acordo nuclear com Teerã, que foi atingido pelos cinco membros permanentes do Conselho da Segurança da ONU e Alemanha em 2015. Conforme o documento, o Conselho da Segurança da ONU levantará as sanções econômicas e financeiras impostas ao Irã em troca da aceitação do caráter pacífico do programa nuclear do país.


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