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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Ministro turco afirma que autópsias confirmam uso de armas químicas na Síria

Ataque na cidade de Khan Sheikhoun, na última terça-feira, causou mais de 80 mortes e deixou centenas de feridos.


EFE

O ministro da Justiça da Turquia, Bekir Bozdag, informou nesta quinta-feira (6) que as autópsias realizadas nas vítimas do ataque ocorrido na última terça (4), na província de Idlib, na Síria, confirmaram o uso de armas químicas. 

Criança inconsciente é mantida sob observação em hospital de Khan Sheikhoun, na Síria, após suposto ataque com gás tóxico em área tomada por rebeldes (Foto: Omar Haj Kadour/AFP)
Criança inconsciente é mantida sob observação em hospital de Khan Sheikhoun, na Síria, após suposto ataque com gás tóxico em área tomada por rebeldes (Foto: Omar Haj Kadour/AFP) 

"Fizeram autópsias em três corpos que foram levados de Idlib para Adana (sul da Turquia), e contaram com a participação de representantes da Organização Mundial da Saúde, Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). O resultado das autópsias comprovou o uso de armas químicas", afirmou Bozdag, à agência de notícias turca "Anadolu".

O ministro de Saúde da Turquia, Recep Akdag, já tinha dito na quarta-feira que existiam "provas" do uso de armas químicas no ataque, que ele atribuiu ao governo sírio, que vem negando seu envolvimento na ação.

"Esta investigação científica demonstrou que Bashar al Assad (presidente sírio) utiliza armas químicas", afirmou Bozdag, nesta quinta, após o resultado das autópsias.

Após o ataque na cidade de Khan Sheikhoun, na última terça-feira, que causou mais de 80 mortes e deixou centenas de feridos, 30 das vítimas foram transferidas para hospitais da Turquia.

Na quarta-feira, o governo turco tinha classificado o ataque como "crime de guerra e crime contra a humanidade".


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