Opinião: EUA provocam novos testes da Coreia do Norte

A Rússia está pronta a influenciar a Coreia do Norte nas negociações sobre o programa nuclear, mas isso é impossível se as provocações perto das fronteiras deste país não pararem, comunicou à Sputnik chefe do Comitê da Defesa e Segurança do Conselho da Federação Russa, Vitor Ozerov.


Sputnik


A Coreia do Norte realizou novo lançamento de um míssil balístico na quarta-feira (05) na área de Sinpo. Segundo a informação de Seul, o míssil voou cerca de 60 quilômetros e caiu no mar do Japão. As forças da Coreia do Sul estão em estado de alerta máximo. 

Lançadores múltiplos de foguetes vistos quando estavam disparando durante um treinamento em lugar desconhecido da Coreia do Norte.
Lançadores de foguetes da Coréia do Norte durante exercício militar © REUTERS/ KCNA

"Estamos prontos a usar a nossa influência nas negociações com a Coreia do Norte, mas quando os EUA exercem permanentemente pressão sobre Pyongyang, realizam exercícios conjuntos com a Coreia do Sul perto das fronteiras norte-coreanas e quando desenvolvem o novo sistema da defesa antimíssil na região, nestas condições é difícil para a Rússia falar com Pyongyang", acrescentou o senador russo Vitor Ozerov.

As negociações sobre a desnuclearização da Península da Coreia se iniciaram em agosto de 2003, com a participação de diplomatas da Rússia, da Coreia do Norte, da Coreia do Sul, dos EUA, da China e do Japão. Como resultado, a Coreia do Norte não só congelou o seu programa nuclear mas começou desmontar seu reator nuclear. No entanto, em 2008 o diálogo parou, após os EUA e a Coreia do Norte não terem conseguido acordar os meios de verificação da lista de programas nucleares apresentada por Pyongyang.


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