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Kim Jong-un: Após 'declaração de guerra feroz', Trump e os EUA pagarão caro

Em um raro pronunciamento, o líder norte-coreano Kim Jong-un disse nesta sexta-feira (horário local) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu povo "pagarão caro"pelas “palavras excêntricas” que pregaram a destruição da Coreia do Norte.
Sputnik

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os EUA estão prontos para a "destruição total" da Coreia do Norte, caso isso se faça necessário.


Além disso, o presidente estadunidense chamou Kim de "Homem Foguete", pelo que considera uma "tática suicida" de provocações contra Washington e o resto dos seus aliados na Ásia.

"Agora estou pensando muito sobre a resposta que ele poderia ter esperado quando ele se permitiu que palavras tão excêntricas tropeçassem da sua língua", disse Kim, em declarações reproduzidas pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

"Qualquer coisa que Trump possa ter esperado, ele enfrentará resultados além de suas expectativas. Eu vou, …

Opinião: eventual ataque norte-americano à Coreia do Norte pode levar à catástrofe

Os EUA desviaram inesperadamente a rota inicial do grupo aeronaval encabeçado pelo porta-aviões nuclear USS Carl Vinson, comunicou a mídia.


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O analista militar russo Vasily Kashin afirmou que isso pode provocar consequências inesperadas.


USS CVN-70 Carl Vinson
USS CVN-70 Carl Vinson © AFP 2017/ PARK JI-HWAN

Segundo comunicou a Yonhap, o grupo de navios norte-americanos se dirige para a Península Coreana a partir de Singapura, se abstendo do plano inicial de escalar a Austrália.

Além do porta-aviões Carl Vinson, o grupo contém dois destróieres e um cruzador de mísseis guiados capazes de interceptar mísseis balísticos.

A agência acrescenta que este reposicionamento dos navios não é habitual, porque este porta-aviões norte-americano já tinha visitado a Coreia do Sul há um mês.

A Yonhap cita o representante do Ministério da Defesa da Coreia do Sul Mun San Gun que acredita que isso reflete "uma atitude séria perante a situação na Península Coreana". O representante do ministério considera que as ações dos EUA se destinam ao reforço da segurança em caso de teste nuclear ou lançamento de mísseis balísticos.

A mídia tinha comunicado anteriormente que o Conselho de Segurança Nacional dos EUA entregou ao presidente dos EUA Donald Trump um relatório sobre as possíveis respostas à ameaça nuclear por parte de Pyongyang. As medidas de resposta incluem a possibilidade de destacamento de armas nucleares para a Coreia do Sul, bem como a eliminação do líder norte-coreano Kim Jong-un. Segundo o canal de televisão NBC, os EUA podem utilizar uma destas variantes se não conseguirem cooperar com a China na questão de contenção da Coreia do Norte.

Na véspera da visita de Xi Jinping efetuada na semana passada, o presidente dos EUA Donald Trump, em entrevista ao Financial Times, tinha declarado o seguinte: "Se a China não lidar com a Coreia do Norte, seremos nós a fazer isso".

"A Coreia do Norte, numa situação de desenvolvimento descontrolado do conflito, pode causar danos fatais aos aliados mais importantes dos EUA – principalmente à Coreia do Sul, em menor grau ao Japão. A Coreia do Norte tem capacidade para responder a qualquer ataque, e demonstra com a sua política que nenhum ataque ficará sem resposta", comunicou o analista Vasily Kashin ao serviço russo da rádio Sputnik.

Segundo ele, é a China quem pode influenciar mais a Coreia do Norte, mas ela de fato já utilizou todos os meios disponíveis. É por isso que, segundo o analista, os EUA querem controlar tudo. Mas as consequências podem ser lamentáveis.

"A China tem alavancas de influência sobre a Coreia do Norte. Mas a China atingiu o limite da sua pressão sobre a Coreia do Norte. Em seguida, se for reforçada [a pressão], serão usadas medidas que podem provocar uma reação imprevisível. Por isso, eles [a China] querem se abster de uma discussão sobre ações concretas em relação à Coreia do Norte", comunicou Kashin.

Assim, segundo o analista, a situação é seguinte: o grupo aeronaval se dirige para as costas coreanas, mas as consequências de qualquer ataque serão graves. Segundo conclui o autor, isso poderá ser uma catástrofe envolvendo dezenas de milhões de pessoas.


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