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Pequim acha que exercícios dos EUA e da Coreia do Sul escalam situação na região

Os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul não contribuem para a desescalação na península coreana, acrescentou na segunda (21) a representante oficial Hua Chunying.
Sputnik

Os exercícios conjuntos Ulchi Freedom Guardian (UFG) se iniciaram na Coreia do Sul na segunda-feira. 


"Os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul não contribuem para a desescalação da situação na península coreana, bem como para os esforços das partes no sentido de realizar negociações", comunicou Hua Chunying durante o briefing.

Ela chamou os EUA, a Coreia do Sul e os outros países a darem passos construtivos que contribuam para o reinício das negociações e para a regularização racional do problema nuclear da península Coreana.

Cerca de 50 mil militares sul-coreanos e 17 mil norte-americanos participam dos exercícios.

Anteriormente havia sido comunicado que os EUA e a Coreia do Sul acordaram influenciar Pyongyang com o deslocamento de armas estratégicas norte-americanas – submarinos nuclear…

Perito militar explica por que novidades militares de Pyongyang geraram sensação

Em uma entrevista à Sputnik, o especialista da fundação LifeBoat Foundation em assuntos do programa de mísseis nuclear norte-coreano, Vladimir Khrustalev, afirmou que o recente desfile militar na praça central de Pyongyang provocou uma “forte impressão” pelas novidades nos equipamentos de defesa do país.


Sputnik

"Vale destacar a demonstração de uma versão móvel costeira do lançador para os novos mísseis antinavio. Aqueles, cuja existência foi confirmada em 2015. Em perspetiva, isto torna a defesa costeira norte-coreana, com utilização de mísseis, verdadeiramente apta para sua função", afirmou o perito militar à Sputnik Coreia.

Parada militar comemorativa do 105º aniversário de Kim Il-sung, em 15 de abril de 2017
Parada militar na Coreia do Norte © REUTERS/ Damir Sagolj

De acordo com Khrustalev, a segunda novidade marcante é o míssil balístico, que de longe parece um Scud, um míssil balístico móvel de origem soviética de curto alcance, mas modernizado.

"Porém, nas fotos publicadas se pode observar que na parte da ogiva estão instaladas umas superfícies aerodinâmicas. Não se sabe se eles são guiados. Caso sim, então a ogiva será capaz de corrigir sua trajetória de queda na fase de descida. Em qualquer caso, eles, evidentemente, estão se debruçando tanto sobre o aumento da precisão como sobre a capacidade de superar os sistemas antiaéreos", observou Khrustalev.

Segundo realçou, é preciso prestar atenção ao fato de o próprio lançador ser montado em um chassi de lagartas. Bem como a instalação de lançamento do míssil Pukguksong-2, que também está montada em lagartas.

"Um dos motivos por essa preferência pelas lagartas, além das suas caraterísticas práticas, é o fato da Coreia do Norte ser capaz de produzir por si própria diversos equipamentos sobre lagartas, inclusive sofisticados. E a dependência das importações neste respeito é mínima. Por isso, é possível aumentar o parque de lançadores mesmo em condições de embargo de qualquer espécie", afirmou Khrustalev.

Outra arma nunca antes mostrada é um míssil que, pela geometria da sua parte da ogiva e em outros aspetos, é parecida com o KN-08 mas com uma base de tração mais curta. Por agora, não se pode dizer ao certo o que é, já que é preciso uma análise mais escrupulosa das imagens, acredita o perito.

"Claro que as duas sensações principais são os dois últimos modelos de mísseis balísticos. O primeiro é uma espécie de contêiner de transporte e lançamento instalado em semirreboque de um caminhão, de forma análoga às primeiras modificações dos mísseis chineses DF-21 e DF-31. O segundo é um contêiner de transporte e lançamento montado completamente em um potente caminhão de muitos eixos com elevada capacidade de movimentação. Pelos vistos, os mesmos modelos que transportavam os mísseis KN-08 e KN-14. Pelo aspecto visual, isto se parece com as soluções dos ‘clássicos' mísseis soviéticos SS-25 móveis e das modernas modificações chinesas DF-31 e DF-41", explicou.

Tudo isso indica que a Coreia do Norte estará realizando vários projetos paralelos de mísseis ao mesmo tempo, sendo que estes devem ser capazes de atingir Guam, Havaí ou o território continental dos EUA. E Pyongyang, com efeito, tem boas chances de que estes programas sejam bem-sucedidos, resumiu.

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