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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

Rússia contesta alegação da HRW de uso de armas químicas na Síria

O Ministério da Defesa da Rússia contestou o relatório divulgado nesta segunda-feira pela organização não-governamental Humam Rights Watch (HRW) que assegurou que houve uso de armas químicas por parte do regime sírio de Bashar Assad.


Sputnik

Segundo as autoridades russas, as munições das forças sírias não foram equipadas ou projetadas para lançar produtos químicos como o gás sarin. A contestação aconteceu nesta terça-feira. 


Homem com máscara de oxigênio depois do alegado ataque químico na cidade de Khan Shaykhun,em Idlib, Síria, em 4 de 2017
Sírios após o alegado ataque químico em Khan Cheikhoun © REUTERS/ Ammar Abdullah

A HRW apontou que ocorreram ataques “generalizados e sistemáticos” com armas químicas contra civis na Síria. Os incidentes teriam acontecido em quatro ocasiões diferentes desde dezembro, segundo a ONG.

“Nos últimos seis meses, o governo usou aviões de guerra, helicópteros e forças terrestres para lançar cloro e sarin em Damasco, Hama, Idlib e Aleppo”, afirmou o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth.

O uso de armas químicas estaria, de acordo com a ONG, se tornando “a parte central da estratégia militar síria”.

No episódio mais recente em 4 de abril, um incidente com armas químicas matou 80 pessoas – incluindo 30 crianças – e feriu outras 200 em Khan Shaykhun. Acusado pelo ataque, o governo liderado por Bashar Assad negou ter sido o responsável.

Em represália, os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk a partir de navios de guerra atracados no Mar Mediterrâneo contra a base síria de Shayrat, na província síria de Homs, no dia 7 de abril.

O governo sírio sempre negou o uso de armas químicas. Uma fonte do Exército sírio disse à Sputnik que as forças do governo não possuem armas químicas em seu arsenal. A ataque químico teria sido coordenado por militantes contrários ao regime de Assad.

A HRW diz ter encontrado vestígios em uma cratera atingida pela bomba química em Khan Shaykhun que seriam de uma bomba fabricada pela União Soviética, esta utilizada para empregar armamento químico.

De acordo com o Ministério da Defesa russo, a arma em questão apontada pela HRW (Hab-250) nunca foi exportada e está fora de uso há muito tempo. O Kremlin reforçou ainda que a chegada de especialistas à região de Idlib nos próximos dias ajudará a esclarecer o que houve em 4 de abril.



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