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Turquia adverte exército sírio contra entrada em Manbij

O comunicado foi divulgado poucos dias depois de pelo menos quatro soldados americanos terem sido mortos em um atentado suicida na cidade de Manbij, no norte da Síria, cuja responsabilidade foi assumida pelo Daesh (grupo terrorista proibido em Rússia e em vários outros países).
Sputnik

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores turco, Hami Aksoy, alertou as Forças Armadas do governo sírio para que não tentassem entrar na cidade de Manbij, localizada no norte da Síria.


"Às Unidades de Proteção Popular curdas na Síria (YPG) não deveria ser permitido deixar que as forças do regime [do presidente sírio Bashar Assad] entrem em Manbij", disse Aksoy em uma entrevista coletiva na sexta-feira (18). Ele também destacou que "a retirada das tropas norte-americanas da Síria não deveria ajudar os terroristas das YPG e do Partido de União Democrática curdo (PYD)".

As declarações foram feitas depois que nesta quarta-feira (16) na cidade síria de Manbij ocorreu uma explosão em u…

Cessar-fogo avança e cerca de 8 mil devem deixar fronteira entre Síria e Líbano

Trégua entrou em vigor na quinta e envolverá a saída de todos os militantes da Frente Nusra, junto com qualquer civil que desejar partir com eles.



Reuters

Cerca de 8 mil pessoas devem deixar a região da fronteira libanesa perto de Arsal rumo a uma área síria dominada por rebeldes, como parte de um cessar-fogo local entre os grupos Hezbollah e Frente Nusra, informou neste domingo (30) uma fonte no Líbano.

Mulheres e crianças fogem de Mosul, na Síria, em imagem de arquivo (Foto: Azad Lashkari/Reuters)
Mulheres e crianças fogem de Mosul, na Síria, em imagem de arquivo (Foto: Azad Lashkari/Reuters)

O cessar-fogo local entrou em vigor na quinta-feira e envolverá a saída da área em torno de Arsal de todos os militantes da Frente Nusra, juntamente com qualquer civil que desejar partir com eles.

A primeira etapa do cessar-fogo ocorreu neste domingo, quando ambos os lados iniciaram a troca de corpos de militantes mortos em combates. Como parte do acordo, a Frente Nusra deverá libertar cinco prisioneiros do Hezbollah.

A Frente Nusra e o Estado Islâmico ocuparam por anos as montanhas próximas a Arsal, no norte do Líbano, o ponto mais grave de propagação da guerra civil da Síria para o vizinho Líbano.

O xiita Hezbollah recuperou a maior parte da área dominada pela Nusra durante uma ofensiva na semana passada que matou quase 150 militantes sunitas e cerca de 24 membros do Hezbollah.

O Hezbollah, que teve um papel importante na guerra civil síria ao apoiar o presidente Bashar al-Assad, deverá lançar uma ofensiva contra um pequeno enclave do Estado Islâmico perto de Arsal.

EUA

Em setembro, começou a valer o acordo para cessar-fogo na Síria, anunciado por Estados Unidos e Rússia, aprovado pelo governo sírio.

Na ocasião, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, que apoiam lados opostos na guerra, anunciaram a trégua durante uma reunião em Genebra, na Suíça, com o objetivo de encontrar uma solução política para a crise da Síria. O país vive em guerra há cinco anos e já registrou mais de 290 mil mortes neste período.

Os EUA apoiam os rebeldes moderados e curdos que lutam na Síria, além de liderar a coalização internacional que bombardeia alvos do Estado Islâmico no país. A coalização liderada pelos EUA defende o fim do regime do presidente Bashar al-Assad.

A Rússia, por sua vez, é aliada do governo sírio. Mas tanto a Rússia quanto os EUA têm um alvo em comum: os extremistas do Estado Islâmico. O EI perdeu um terço de seus territórios, conquistados em 2014: agora controla apenas 20% do Iraque e 35% da Síria, um total de 150.000 km² habitados por 4,5 milhões de pessoas.

Guerra na Síria

Mais de 290 mil pessoas morreram na guerra civil que começou há 6 anos. Os EUA apoiam os rebeldes moderados e curdos que lutam na Síria, além de liderar a coalização internacional que bombardeia alvos do Estado Islâmico no país. Já a Rússia apoia o Exército do presidente Bashar al-Assad.

Uma trégua anunciada em fevereiro entre os inimigos da Guerra Fria entrou em colapso e diálogos de paz ruíram, com o governo sírio e a oposição fazendo acusações mútuas de violações. Os confrontos têm crescido desde então no país, particularmente na cidade dividida de Aleppo, onde os avanços de ambos os lados cortaram suprimentos, energia e água para cerca de 2 milhões de moradores de áreas pró-governo e favoráveis aos rebeldes.

A cidade está dividida em duas desde julho de 2012: a leste ficam os bairros rebeldes e a oeste os bairros controlados pelo regime. Os bombardeios de aviões do regime sírio e de seus aliados russos são lançados diariamente. O regime é acusado pela Defesa Civil da Síria, uma organização de agentes de resgate que opera em áreas controladas por rebeldes, por lançar bombas-barril contendo gás cloro em Aleppo.

Em agosto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou sobre o que chamou de uma “catástrofe humanitária” sem precedentes em Aleppo.

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