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Militares dos EUA prometem responder a possível ataque turco contra cidade síria de Manbij

Os militares norte-americanos prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade síria de Manbij à luz de uma possível operação turca na área, afirmou o comandante do Conselho Militar de Manbij, que faz parte das Forças Democráticas da Síria (FDS), Ebu Adil.
Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Ebu Adil comentou a resposta dos EUA às preocupações expressas pelos representantes do Conselho Militar de Manbij devido a um possível ataque contra a cidade síria por parte de Ancara.


"Há dois anos, em conjunto com as forças da coalizão liderada pelos EUA, nós limpamos Manbij do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países]. Desde então, na cidade se encontram forças da coalizão. Algum tempo atrás, nós falamos com os militares norte-americanos sobre um possível ataque da Turquia contra Manbij. Os militares dos EUA prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade, de onde quer que ele provenha", afirmou o comandante do conselho.

Além disso, ele …

Com que objetivo quer o Pentágono recolher amostras genéticas de cidadãos russos?

Recentemente, a Força Aérea dos EUA publicou um concurso para adquirir amostras de RNA procedentes da Rússia. Embora o contrato não revele o propósito do pedido, o analista Aleksandr Khrolenko duvida que o concurso tenha a ver com o interesse do Pentágono em proteger a saúde dos cidadãos russos.


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Antes, A Força Aérea dos EUA expressou vontade de comprar 12 amostras de ácido ribonucleico e 27 membranas sinoviais de pessoas que vivem na Rússia.


Especialistas em armas químicas e biológicas
Armas químicas e biológicas © AFP 2017/ Daniel PIRIS

O ácido ribonucleico (RNA) é o principal nucleotídeo que participa de forma ativa da formação de nossa informação genética. O líquido sinovial, por sua parte, é um fluido que se encontra nas articulações, composto essencialmente de plasma sanguíneo. Ambos permitem identificar com alta precisão os marcadores genéticos de uma determinada população.

O analista e colaborador da Sputnik, Aleksandr Khrolenko, opinou que o pedido poderia estar relacionado com desenvolvimento, testes e preparação de armas biológicas.

Uso potencial

A Convenção sobre as Armas Biológicas proíbe o desenvolvimento, produção e armazenamento de material biológico para fins bélicos. Desde sua entrada em vigor, no início da década de 1970, o protocolo da convenção foi assinado e ratificado pela maioria dos países do mundo.

No entanto, no ano de 2001, os EUA abandonaram unilateralmente o acordo, bloqueando os esforços da comunidade internacional nesta esfera. A entrada nos laboratórios biológicos norte-americanos é simplesmente proibida aos inspetores.

A Rússia, por sua vez, apelou repetidamente ao cumprimento do acordo internacional, solicitando que Washington garanta de modo adequado a segurança do programa biológico do Pentágono.

"O arsenal nuclear dos EUA é considerável. No entanto, mesmo um conflito nuclear limitado não é nada conveniente para o Pentágono, pois 'terá efeito de ricochete'. Enquanto a guerra biológica é muito eficiente e não destrói a infraestrutura econômica", explicou Khrolenko.

As armas biológicas são capazes de exterminar rápida e seletivamente as forças do potencial inimigo, afirmou o analista.

Testes de aplicação

Surtos das infeções mais perigosas aparecem com frequência na África e Ásia, mas o Pentágono se interessa cada vez mais pelos países ex-soviéticos, onde a situação epidemiológica continua sendo relativamente segura.

Assim, nos últimos anos, os EUA têm expandido sua rede de laboratórios biológicos em redor da Rússia. Países como a Ucrânia, a Geórgia, o Azerbaijão ou o Cazaquistão, não apenas cederam seus territórios para os experimentos do Pentágono, mas também ofereceram agentes biológicos que ainda são conservados como legado da União Soviética sob pretexto de garantir a segurança das antigas repúblicas soviéticas.

"Como os laboratórios biológicos são independentes do país anfitrião, o Pentágono pode realizar experimentos com vírus e bactérias perigosas quase sem controle", frisa o analista.

Basta apenas infetar uma ave durante o período de migração para provocar epidemias como a que explodiu na Sibéria no verão de 2016. Naquele momento, o surto de carbúnculo, que afetou 24 pessoas, foi explicado como consequência do aquecimento global, mas "quem pode assegurar hoje que não se tratou de um ato premeditado?", pergunta o analista.



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