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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

Coreia do Norte diz que EUA agora estão ao alcance de seus mísseis

Kim Jong-Un afirmou que país pode lançar um ataque 'em qualquer lugar e momento' e que teste 'confirmou que todo o território continental dos Estados Unidos está agora ao nosso alcance'.


France Presse


Após a Coreia do Norte testar com sucesso um míssil balístico intercontinental nesta sexta-feira (28), o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, afirmou que todo o território dos Estados Unidos está agora ao seu alcance.

KCNA divulgou imagem do que ela diz ser o míssil balístico intercontinental Hwasong-14 de um local não identificado na Coreia do Norte (Foto: Korean Central News Agency via AP)
KCNA divulgou imagem do que ela diz ser o míssil balístico intercontinental Hwasong-14 de um local não identificado na Coreia do Norte (Foto: Korean Central News Agency via AP)

Citado pela agência de notícias oficial KCNA, Kim afirmou que o teste demonstrou a capacidade da Coreia do Norte para lançar um ataque "em qualquer lugar e momento" e que ele "confirmou que todo o território continental dos Estados Unidos está agora ao nosso alcance".

Segundo a agência estatal, Kim Jong-Un supervisionou pessoalmente o disparo, que percorreu 998 quilômetros, durante cerca de 47 minutos, e atingiu uma altitude de 3.725 km. Para o teste, foi usada uma versão atualizada do míssil Hwasong-14.

O míssil foi lançado de Mup'yong-ni e percorreu sua trajetória até cair no Mar do Japão, segundo o Pentágono. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou o teste de ação "temerária e perigosa" que isolará ainda mais os norte-coreanos.

"Os Estados Unidos condenam este disparo e rejeitam o argumento do regime de que estes testes e estas armas garantirão a segurança da Coreia do Norte. Na realidade, têm o efeito oposto", afirmou Trump. "Ameaçando o mundo, estas armas e estes testes isolarão ainda mais os norte-coreanos, debilitando sua economia e prejudicando seu povo."

Trump prometeu adotar "todos os passos necessários para garantir a segurança do nosso país e proteger nossos aliados".

Até a China "condenou as violações da Coreia do Norte das resoluções da ONU", mas ao mesmo tempo pediu a "todas as partes envolvidas que mostrem prudência e evitem agravar a tensão" na península coreana.

O secretário americano de Estado, Rex Tillerson, afirmou que "China e Rússia têm a única e particular responsabilidade por esta crescente ameaça à estabilidade da região e do planeta" por serem os "principais facilitadores econômicos do programa de armas nucleares e mísseis balísticos" da Coreia do Norte.

Segundo Tillerson, o teste é "uma descarada violação das múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que refletem a vontade da comunidade internacional".

Após o teste norte-coreano, Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram exercícios militares utilizando mísseis terra-terra. As manobras utilizam o sistema de mísseis terra-terra ATACMS (Army Tactical Missile System) e mísseis sul-coreanos Hyunmoo II.

Mais sanções

Pyongyang provocou alarme mundial em 4 de julho, quando testou seu primeiro míssil balístico intercontinental, que segundo especialistas poderia atingir o Alasca.

Depois do teste, os Estados Unidos pressionaram a ONU para que adotasse medidas mais duras contra Pyongyang.

A ONU impôs seis pacotes de sanções contra a Coreia do Norte desde que o país testou pela primeira vez um dispositivo atômico, em 2006, mas duas resoluções aprovadas no ano passado endureceram significativamente estas medidas.

Até agora, a estratégia dos Estados Unidos, tanto do governo de Donald Trump como do de Barack Obama, não deu frutos. Apesar de um fortalecimento das sanções internacionais e da pressão da ONU sobre a China, o regime de Kim Jong-Un continuou com seus programas militares balísticos e nucleares.

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