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'Temos armas hipersônicas': Rússia dará resposta à saída dos EUA do Tratado INF, diz Putin

A Rússia não deixará a decisão dos Estados Unidos de retirar-se unilateralmente do tratado de armas nucleares sem resposta, garantiu o presidente russo Vladimir Putin, acrescentando que o país não precisa se unir a outra corrida armamentista.
Sputnik

Moscou ainda está pronta para continuar dialogando com Washington sobre o tratado bilateral que proíbe os mísseis de médio alcance, que se tornou uma das pedras angulares do desarmamento nuclear, disse o líder russo em uma reunião do governo em Sochi. Ainda assim, os EUA devem "tratar esta questão com total responsabilidade", disse o presidente, acrescentando que a decisão de Washington de retirar-se do acordo "não pode e não ficará sem resposta".


Estas não são ameaças vazias, advertiu Putin. Ele disse que a Rússia já havia advertido os EUA contra a saída do tratado ABM que regulamenta os sistemas de mísseis e avisou Washington sobre possíveis retaliações. "Agora, temos armas hipersônicas capazes de penetrar qualquer…

Especialista: aviões de reconhecimento da OTAN buscam 'pontos fracos' na defesa russa

O Ministério da Defesa da Rússia comunicou que os caças russos interceptaram seis aviões de reconhecimento em uma semana. O especialista militar, Boris Rozhin, revelou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o possível porquê das crescentes atividades de reconhecimento técnico militar da OTAN perto das fronteiras russas.


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Na semana passada, caças russos levantaram voo seis vezes para interceptar aviação de reconhecimento estrangeira perto das fronteiras do país, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

Caças F-16 da FA da Polônia junto com Eurofighter Typhoon da Alemanha durante a cúpula da OTAN em Varsóvia
Caça F-16 da Polônia e Eurofighter da Alemanha © Sputnik/ Aleksei Vitvitsky

Segundo o especialista do Centro de jornalismo político-militar, Boris Rozhin, ultimamente, a aviação estrangeira tem intensificado suas atividades junto às fronteiras russas, o que se deve aos exercícios militares da OTAN, realizados atualmente nos países do mar Báltico.

"Ao mesmo tempo, é preciso entender que, além de exercícios comuns, o Ocidente está tentando encontrar pontos fracos no sistema de defesa russo nas mesmas áreas onde a OTAN está promovendo histeria militar", disse ao serviço russo da Rádio Sputnik.

De acordo com o especialista, dadas as ações, a Rússia não tem como não tomar medidas de resposta.

"É natural que atividades de navios, aviões e drones perto de nossas fronteiras nos forcem a tomar medidas de resposta — nossos aviões e serviços de guerra eletrônica monitoram atividades militares da Aliança perto das fronteiras russas. Mas estas são exclusivamente ações de defesa. Não temos como não responder, porque a atividade militar da OTAN, às vezes, é de caráter mais do que hostil", ressaltou.

Falando nisso, Boris Rozhin citou o incidente com o avião do ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, sobre o mar Báltico. Na opinião dele, é uma caraterística da atualidade, pois tais incidentes já aconteceram antes e continuam ocorrendo. "O número desses 'encontros' será variável dependendo do nível da tensão nas relações", concluiu.


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