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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Ex-chefe de Segurança israelense convoca ações militares na Síria

Um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, opor-se ao cessar-fogo em algumas regiões da Síria, acordado pela Rússia e pelos EUA, o ex-chefe do Conselho Nacional de Segurança do país convocou Israel para considerar realização de ações militares a fim de impedir que o Irã e Hezbollah criem bases permanentes no país.


Sputnik

"Não permitiremos que iranianos e Hezbollah sejam as forças ganhadoras da guerra mais brutal na Síria", disse Yaakov Amidror na segunda-feira (17), para que eles mais tarde não desloquem sua atenção para Israel dos campos do país abalado pela guerra, quase nas fronteiras israelenses.


Soldados de Israel.
Soldados israelenses © AP Photo/ Mahmoud Illean

As Forças de defesa de Israel poderão então "intervir e destruir qualquer tentativa de construir infraestrutura [iraniana permanente] na Síria", avisou Yaakov Amidror, citado pelo Jerusalem Post.

"Afinal de contas, é nossa responsabilidade, não dos americanos, nem dos russos, de nos proteger", disse. "Tomaremos todas as medidas necessárias para isso."

Amirdor sublinhou que a diplomacia não pode ser descartada, mas seus comentários demonstram que nos círculos influentes israelenses está sendo formada uma atitude radical. O ex-chefe de Segurança e membro do Centro de Estudos Estratégicos Begin-Sadat, Yaakov Amidror, continua mantendo contato com Netanyahu, frisou o Jerusalem Post.

"Israel sempre viu o Irã e o Hezbollah como a maior ameaça na fronteira do norte, e não os terroristas do movimento salafista. Então, todas as vezes que Israel interviu militarmente foram contra este inimigo", disse na segunda-feira (17) à Sputnik Max Abrahms, do Conselho de Relações Exteriores.

Vale destacar que EUA e Israel não partilham a mesma opinião sobre ameaças, pois a maioria dos norte-americanos considera grupos sunitas radicais [Daesh e Al-Qaeda] como as maiores ameaças, ao invés do irã e do Hezbollah", acrescentou Abrahms, também professor da Universidade do Nordeste (Northeastern University, em inglês), EUA.

Na segunda-feira (17), o político sírio, Tarek Ahmad, ressaltou para a Sputnik que a ideia de proteção de Israel do Irã pode ser um pretexto israelense para apoiar a Frente al-Nusra e outras divisões extremistas. "Os israelenses não apenas estão protegendo suas fronteiras no sul da Síria, mas cooperando com a Frente al-Nusra e grupos terroristas afiliados.


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