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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

'Manobras inúteis': por que navios de guerra da OTAN baixaram âncora no porto de Odessa

Segundo o especialista militar russo, Aleksandr Mozgovoi, a chegada de dois navios de guerra ao porto de Odessa pode ser considerada como uma tentativa da Aliança de pressionar a Rússia.


Sputnik

Segundo Aleksandr Mozgovoi, especialista militar russo, a chegada de dois navios de guerra ao porto de Odessa pode ser considerada como uma tentativa da Aliança de pressionar a Rússia.


Destróier britânico do projeto Tipo 45 HMS Duncan
Destroier britânico da Classe Tipo 45 HMS Duncan © Foto: royalnavy.mod.uk

Na segunda-feira (24), a assessoria de imprensa da Marinha ucraniana informou que dois navios do grupo naval permanente da Aliança Atlântica (o destróier Duncan da Marinha britânica e a fragata da Turquia Yildirm) teriam baixado âncora na cidade ucraniana de Odessa.

Na semana passada (de 10 a 23 de julho), militares de 17 países participaram dos exercícios navais Sea Breeze 2017, organizados pelos EUA e pela Ucrânia no mar Negro.

Aleksandr Mozgovoi disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que a acumulação de forças da OTAN na região está ligada às tentativas da Aliança de pressionar a Rússia.

"A OTAN tenta pressionar a Rússia, sobretudo na Crimeia, e por isso eles flexionam os seus músculos militares na região. Entretanto, acho que isso seja uma espécie de manobras inúteis, porque qualquer navio da OTAN que esteja nas águas do mar Negro, em caso de conflito militar, está condenado à morte", disse Mozgovoi.

Ele se surpreende que os países-membros da OTAN queiram incluir a Marinha da Ucrânia nas manobras, pois, para ele, esta "marinha" não existe.

"Dando nome às coisas, a Ucrânia não possui marinha alguma. Eles romperam relações econômicas e técnico-militares com a Rússia. O maior navio da Marinha ucraniana, Getman Sagaidachny, foi danificado recentemente. Eles mesmos construíram três barcos blindados, mas isso é verdade – o [presidente ucraniano Pyotr] Poroshenko só está ganhando dinheiro, porque barcos foram construídos na fábrica dele, mas não possuem sentido militar algum", acrescentou Mozgovoi,

O especialista militar comentou também o anúncio do ministro ucraniano da Defesa, Stepan Poltorak, sobre a Rússia poder usar as manobras Zapad 2017, que decorrerão entre 14 e 20 de setembro deste ano, para iniciar provocações. Segundo Mozgovoi, estas declarações não têm nada a ver com a realidade.

"Declarações deste tipo são feitas quase diariamente. Isso é feito para fazer a pressão e para, possivelmente, influenciar, de forma alguma, a extensão das manobras, embora não sejam extravagantes e não ameacem os países da OTAN", disse especialista militar.


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