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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Mísseis hipersônicos e canhão 'invisível': tudo o que precisa saber sobre corveta Karakurt

A avançada corveta russa do projeto 22800 Karakurt contará com lançadores de mísseis multifuncionais, um canhão automático e sistemas de defesa antimíssil e de guerra eletrônica.


Sputnik

Os trabalhos de construção do navio, desenhado pela empresa russa Almaz, estão sendo realizados nos estaleiros de São Petersburgo. No total, oito navios deste projeto já se encontram na fase de construção e se espera que ao menos 20 corvetas Karakurt entrem em serviço da Marinha russa nos próximos anos.


A corveta multifuncional equipada com mísseis Karakurt
Corveta russa Karakurt © Sputnik/ Sergei Mamontov

O navio, de 65 metros de comprimento e 10 de largura, possui deslocamento de 800 toneladas. É equipado com dois motores diesel elétricos, sendo capaz de alcançar uma velocidade de até 55 km/h. Além disso, tem um alcance de 4.600 quilômetros e uma autonomia de 15 dias.

Deste modo, as Karakurt poderão ser uma ferramenta de defesa, capaz de operar tanto na zona litoral como em águas abertas. Apesar de seus tamanhos relativamente pequenos, o navio conta com um amplo arsenal de armas avançadíssimas, como, por exemplo, o lançador de mísseis 3S14, que lança mísseis de cruzeiro Kalibr e mísseis hipersônicos antinavio Oniks. A Rússia já utilizou projéteis desta classe durante ataques contra os jihadistas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) na síria. Os lançamentos foram realizados a partir dos mares Cáspio e Mediterrâneo, graças ao fato destes mísseis terem alcance de até 2.500 km.

A inovadora corveta também dispõe de um canhão automático AK-176, capaz de disparar até 125 projéteis de 72 milímetros por minuto a uma distância de até 16 quilômetros. Ainda por cima, o canhão é quase invisível aos radares inimigos graças à tecnologia stealth.

A corveta Karakurt também é equipada com a modificação naval do sistema de artilharia e mísseis Pantsir, que segue e ataca até quatro objetivos por vez, assim como com projéteis de nova geração Germes-K. O complexo Pantsir-M tem um alcance de entre várias dezenas de metros e 20 quilômetros.

Segundo afirmou em entrevista ao canal RT o especialista militar Dmitry Kornev, a corveta Karakurt será usada para fortalecer as capacidades defensivas da Rússia e ajudará o país a dissuadir a OTAN.

"Em teoria, os pequenos navios porta-mísseis russos serão capazes de alcançar qualquer objetivo terrestre ou marítimo, localizado na Europa", indicou.

Ele frisou também que o chamado Tratado INF (Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty, em inglês), firmado pela União Soviética e os EUA em 1987, proíbe a fabricação de mísseis balísticos e de cruzeiro, mas não menciona os mísseis, lançados de um navio. Por isso, os pequenos barcos, equipados com mísseis Kalibr, poderão ser muito eficientes na dissuasão de marinhas ocidentais.

"A Marinha dos EUA conta com um grande arsenal de mísseis Tomahawk. Na maioria, os navios russos, produzidos na época da União Soviética, são equipados com mísseis antinavio. Por sua vez, o Kalibr é um míssil multifuncional. Por esta razão, a Marinha russa precisa destas corvetas pequenas", explicou Kornev.

Espera-se que as primeiras corvetas da classe Karakurt entrem em serviço já no fim deste ano, enquanto as restantes entre 2018 e 2020.


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