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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Opinião: instalação de sistemas Patriot na Lituânia é um sinal hostil para Rússia

Os Estados Unidos instalaram na Lituânia sistemas antiaéreos de longo alcance Patriot, que fazem parte dos treinamentos da OTAN. O especialista militar Boris Rozhin avaliou o passo como sinal preocupante para a Rússia.


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Os exercícios internacionais de forças aéreas, Tobruq Legacy 2017, começaram hoje na Lituânia e decorrerão até 22 de julho. Dos treinamentos participarão cerca de 500 militares e 30 especialistas da defesa aérea da Grã-Bretanha, EUA, Letônia e Polônia, segundo informa o Ministério da Defesa da Lituânia.

Uma bateria do sistema de defesa aérea dos EUA Patriot, que está instalado na cidade polonesa de Morag (foto de arquivo)
Bateria do sistema antiaéreo Patriot instalado na Polônia © Sputnik/ Igor Zarembo

"No âmbito das manobras, os militares da Força Aérea da Lituânia realizarão tarefas de defesa aérea da OTAN, juntamente com os aliados e em conformidade com o 5º artigo do tratado da OTAN", diz-se no comunicado do ministério.

Segundo ele, esta é a primeira vez que os exercícios são sediados pela Lituânia. Mais cedo, na segunda-feira (10), os EUA deslocaram para a Lituânia o sistema de defesa aérea Patriot, que também será utilizado no decorrer dos exercícios.

O especialista do centro de jornalismo político-militar, Boris Rozhin, opinou para o serviço russo da Rádio Sputnik que essa ação da OTAN é um sinal hostil para a Rússia.

"Os complexos Patriot estão instalados no território do Leste Europeu há muito tempo — a Polônia, Romênia e República Tcheca os usam de vez em quando em exercícios e para baseamento permanente. O deslocamento destes complexos para os países do mar Báltico é um sinal hostil para a Rússia, enviado pela OTAN durante os treinamentos que estão acontecendo na tentativa de explorar o cenário em que a Rússia alegadamente queira atacar os Países Bálticos", frisou.

Na opinião do especialista, os EUA instalam suas tropas, aviação, navios e, desta vez, complexos, nesta região para, de certo modo, provocar a Rússia.

"Se tais complexos forem instalados na região de modo constante, isso fará com que a Rússia tome medidas simétricas e assimétricas. No momento, é um sinal parecido com as provocações como incidente com avião [do ministro da Defesa da Rússia Sergei] Shoigu, bem como em relação aos aviões russos, voando sobre o mar Báltico, e navios russos", falou Boris Rozhin para o serviço russo da Rádio Sputnik.

A instalação dos complexos de defesa aérea Patriot de longo alcance na Lituânia é uma ação que exige muito dinheiro. No entanto, segundo ele, os norte-americanos estão prontos para gastar, pois o alvoroço em torno do Leste Europeu contribui para o aumento de gastos militares de Washington.

"Deslocamento, instalação e manutenção do sistema custam bastante. Os europeus, que não conseguem juntar 2% do PIB para defesa, estão prontos apenas para atividades simbólicas, por razões econômicas. Eles não querem se envolver plenamente nesta polêmica militar dos EUA com a Rússia. Isto é, querem manter seus gastos militares a nível mínimo. Enquanto o orçamento dos EUA é mais do que suficiente. Ainda por cima, toda esta campanha quanto a Leste Europeu, Ucrânia e Países Bálticos faz com que o Pentágono aumente seu financiamento militar."


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