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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Por que países detentores de armas nucleares não vão abdicar delas?

Os países-membros da ONU que não possuem armas nucleares pretendem adotar uma convenção sobre a proibição total destas armas. Se o documento for aprovado na conferência da ONU, ele vai ser enviado para aprovação à Assembleia Geral.


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A discussão está sendo realizada sem a participação das potências nucleares, que não pretendem assinar o documento. Em Moscou e Washington acreditam que agora não é o momento de abdicar de um escudo nuclear. De acordo com especialistas, a adoção da convenção poderia levar a uma desestabilização da situação no mundo.


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Na sexta-feira, 7 de julho, na conferência das Nações Unidas deve ser adotado o texto final da convenção sobre a proibição total das armas nucleares. Depois, o documento será remetido à Assembleia Geral da ONU. Na véspera, a presidente da conferência, Elayne Whyte Gómez, apresentou o projeto de convenção com todas as correções necessárias.

O documento prevê o completo desarmamento nuclear. Os países que o ratificarem vão garantir que nunca vão desenvolver, adquirir, distribuir ou armazenar armas nucleares. Assim, o uso da tecnologia nuclear para fins militares ficará sob proibição total.

A convenção entrará em vigor se os 50 estados-membros da ONU a ratificarem. Agora só os países que não têm armas nucleares mostraram seu interesse nesta convenção. Os cinco membros permanentes do Conselho da Segurança da ONU (a Rússia, os EUA, a China, a França e Grã-Bretanha) recusaram negociar o assunto.

Todos os Estados-membros do "clube nuclear" estão solidários sobre a questão da proibição total de armas nucleares – são contra.

Lembramos que no final do ano de 2016, a Assembleia Geral da ONU representou para votação uma resolução relativa à convenção sobre a proibição de armas nucleares. A iniciativa foi apoiada por 113 países; outros 34 estados, incluindo a Rússia, votaram contra.

Aparentemente, proibir as armas nucleares vão apenas os países que nunca as tiveram.

O poder destrutivo das armas nucleares impediu durante décadas a confrontação militar aberta entre as grandes potências. Assim, a Guerra Fria entre a União Soviética e os Estados Unidos não passou para uma fase "quente" devido à presença de armas nucleares em ambos os países, escreve Nadezhda Alekseeva para RT.

O vice-ministro russo das Relações Exteriores Sergei Ryabkov tem uma opinião semelhante.

"As armas nucleares são um fator que mantém a estabilidade, um fator que garante a segurança internacional e a nossa segurança, que protege o mundo dos conflitos mais terríveis", disse ele.

Washington expressou uma opinião análoga. De acordo com o representante do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Christopher Ford, a convenção sobre o desarmamento nuclear completo não vai ajudar a manter a paz e a segurança no mundo.

Em março de 2017, a representante permanente dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que os EUA não podem desistir de seu arsenal nuclear e, assim, garantir a segurança dos seus cidadãos. Um mundo livre de armas nucleares é um sonho inatingível, disse Haley, lembrando os testes nucleares realizados na Coreia do Norte.

Pequim também boicotou a conferência sobre o desarmamento nuclear. Durante a votação da resolução da ONU, em dezembro, a China se absteve. No entanto, Xi Jinping tem muitas vezes falado sobre a necessidade da proibição total das armas nucleares.

Caso a convenção em questão seja assinada só pelos Estados não-nucleares, o documento vai perder todo o sentido. Para os países não-nucleares esta convenção duplica de fato uma outra já existente – o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Os países nucleares não a pretendem ratificar.


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