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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Por que Pequim se interessa tanto em aumentar sua presença na Síria?

Empresas privadas e estatais da China planejam investir 2 bilhões de dólares na economia síria. Por que Pequim se interessa tanto por este país árabe?


Sputnik

Vários analistas afirmam que Pequim está tentando conseguir contratos vantajosos, já que está seguro de que, a curto prazo, os combates no território sírio chegarão ao fim.


A foto mostra a área perto da estação de bombeamento de água de Ain al-Fijeh, nos arredores de Damasco, em 29 de janeiro de 2017, após o exército sírio aí ter entrado, pela primeira vez em quatro anos, depois de um acordo com os rebeldes.
Área próxima ao bombeamento de água para Damasco, capital da Síria © AFP 2017/ STRINGER

Caminho para a Europa através da Síria

O jornalista russo Igor Garshkov explicou à Sputnik que o interesse da China pela Síria se deve à posição geopolítica do país árabe, que se encontra na encruzilhada das rotas que levam à Ásia Menor, à Europa e à Península Árabe.

Desde o ano de 2013 que Pequim tem estado elaborando o projeto da Nova Rota de Seda, ou seja, a criação de uma rede global de transporte que permitirá transportar cargas e passageiros entre a China e a Europa.

Um dos corredores desta rede deveria atravessar a Síria, em cuja economia a China tem investido de forma ativa desde o ano de 2011. A guerra que se desencadeou naquele ano afetou consideravelmente as impresas chinesas.

Por sua parte, Pequim não deixou este problema sem resposta e começou a prestar apoio diplomático a Assad, ao mesmo tempo tentando evitar uma confrontação aberta com Washington.

Enquanto isso, a edição Asia Times informou que os empresários chineses, que estão acostumados a atuar com cautela, se espantaram com o bombardeio americano da base aérea de Shayrat.

Não obstante, a situação atual na Síria parece favorecer a China, já que o gigante asiático voltou a falar sobre investimentos.

Particularmente, os empresários chineses e sírios abordaram a questão dos investimentos durante a reunião celebrada em 9 de julho em Pequim.

De acordo com Garshkov, os 2 bilhões de dólares que a China planeja investir na Síria se destinariam ao sistema de abastecimento de água e eletricidade do país árabe.

Para que China necessita do litoral sírio?

Os cofres governamentais sírios estão vazios, mas caso a paz se estabeleça, será realizada uma conferência internacional e aparecerão recursos, declarou à Sputnik o presidente do Centro de Comunicações Estratégicas, Dmitry Abzalov.

Nesta situação, a China tentará realizar aquilo que é visto como uma estratégia duradoura para aumentar sua presença na Síria.

"A China não somente constrói vias ferroviárias e linhas de transmissão elétrica, mas o faz utilizando sua própria tecnologia. Isso significa que a Síria precisará de especialistas chineses para realizar a manutenção desta infraestrutura", sublinhou.

Além de contratos vantajosos, Pequim pode ficar interessado no petróleo e gás sírios localizados nos arredores da cidade de Deir ez-Zor.

Ademais, dado que os EUA buscam aumentar sua influência nos países que rodeiam a China, Pequim utilizará a Síria para responder simetricamente às ações de Washington. Do ponto de vista geográfico, a Síria se encontra entre os parceiros-chave de Washington, quais sejam a Turquia e a Arábia Saudita.

Segundo Garshkov, ao realizar seus projetos próximo das fronteiras destes Estados, a China pode tentar mostrar a Washington que está saindo do isolamento que Washington buscava.

'Dragão asiático' no Oriente Médio ameaça a Rússia?

Abzalov assinala que a chegada da China à Síria não afetará os interesses geopolíticos da Rússia em um futuro próximo.

"É pouco provável que a China obtenha de Assad uma base militar, o mais provável é que sua colaboração [com este país árabe] se realize no âmbito econômico", disse.

Isso significa que Moscou e Pequim dividirão suas funções na Síria: a Rússia se encarregará da esfera militar e a China, por sua vez, da área econômica.

Anteriormente, as autoridades sírias já tinham deixado claro que a Rússia, junto com a China e o Irã, poderá participar da recuperação do país após a guerra.


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