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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Por que venda de S-400 russos para Turquia causa frustração no Pentágono?

Enquanto as partes turca e russa informam sobre os avanços nas negociações quanto à compra dos sistemas russos S-400, os Estados Unidos se mostram cada vez mais preocupados com este assunto. O ex-militar e especialista em relações internacionais turco Mesut Hakki Casin comentou à Sputnik Turquia a atitude de Washington.


Sputnik

Há poucos dias, o chefe do Pentágono, James Mattis, advertiu Ancara de que a possível compra dos sistemas de mísseis S-400 Triumph contradiz os padrões da OTAN.


Sistemas de mísseis russos S-400 na base aérea de Hmeymim, na Síria
Sistema de defesa antiaerea russo S-400 Triumph © Sputnik/ Dmitry Vinogradov

No entanto, as preocupações de Washington parecem estranhas já que outros membros do bloco, como a Romênia, a Bulgária ou a Grécia, contam atualmente com os sistemas russos S-200 e S-300, postos no serviço de suas Forças Armadas.

"A Turquia pediu que a OTAN lhe forneça sistemas de defesa aérea. Naquele momento, a Alemanha recusou entregar os sistemas Patriot a Ancara por motivos políticos, usando-os para pressionar politicamente a Turquia", lembrou Mesut Hakki Casin.

Além disso, os Patriot não protegiam de todas as ameaças que a Turquia poderia enfrentar, segundo o especialista. O ex-militar assegurou que os S-400 de produção russa possuem todas as características modernas necessárias e um alcance de 400 quilômetros, acrescentando que o sistema de mísseis em questão é capaz de atacar de 36 a 72 alvos simultaneamente.

"Estas capacidades dos S-400 são um fator-chave para a Turquia. Acho que o chefe do Pentágono conhece estas [vantagens do sistema], porque é um militar experienciado", disse o especialista à Sputnik Turquia.

O entrevistado sublinhou que a questão da defesa aérea tem sido importante para a Turquia desde os anos 90, por isso a modernização dos sistemas é a principal necessidade do país.

"Sendo membro da OTAN, a Turquia tem direito de comprar quaisquer armas necessárias para a segurança nacional a outros países. É um assunto particular da Aliança usar ou não as armas que estão em serviço do Estado turco", disse.

"Primeiro, os EUA não aprovaram as condições apresentadas pela Turquia em relação aos sistemas Patriot. Em seguida, Washington se opôs ao acordo de fornecimento de armas entre Ancara e Pequim. E depois, a Turquia participou de um concurso com as mesmas condições, mas estas também não foram cumpridas", sublinhou.

Agora Ancara está negociando a compra dos S-400 russos e, no ver do especialista, os EUA beneficiarão com isso porque a Turquia terá sua própria defesa aérea.

Casin afirma que as declarações sobre a incompatibilidade dos S-400 com outros armamentos da OTAN são tecnicamente erradas porque qualquer sistema pode estar integrado na defesa da Aliança, concluiu.


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