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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
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Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Por que venda de S-400 russos para Turquia causa frustração no Pentágono?

Enquanto as partes turca e russa informam sobre os avanços nas negociações quanto à compra dos sistemas russos S-400, os Estados Unidos se mostram cada vez mais preocupados com este assunto. O ex-militar e especialista em relações internacionais turco Mesut Hakki Casin comentou à Sputnik Turquia a atitude de Washington.


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Há poucos dias, o chefe do Pentágono, James Mattis, advertiu Ancara de que a possível compra dos sistemas de mísseis S-400 Triumph contradiz os padrões da OTAN.


Sistemas de mísseis russos S-400 na base aérea de Hmeymim, na Síria
Sistema de defesa antiaerea russo S-400 Triumph © Sputnik/ Dmitry Vinogradov

No entanto, as preocupações de Washington parecem estranhas já que outros membros do bloco, como a Romênia, a Bulgária ou a Grécia, contam atualmente com os sistemas russos S-200 e S-300, postos no serviço de suas Forças Armadas.

"A Turquia pediu que a OTAN lhe forneça sistemas de defesa aérea. Naquele momento, a Alemanha recusou entregar os sistemas Patriot a Ancara por motivos políticos, usando-os para pressionar politicamente a Turquia", lembrou Mesut Hakki Casin.

Além disso, os Patriot não protegiam de todas as ameaças que a Turquia poderia enfrentar, segundo o especialista. O ex-militar assegurou que os S-400 de produção russa possuem todas as características modernas necessárias e um alcance de 400 quilômetros, acrescentando que o sistema de mísseis em questão é capaz de atacar de 36 a 72 alvos simultaneamente.

"Estas capacidades dos S-400 são um fator-chave para a Turquia. Acho que o chefe do Pentágono conhece estas [vantagens do sistema], porque é um militar experienciado", disse o especialista à Sputnik Turquia.

O entrevistado sublinhou que a questão da defesa aérea tem sido importante para a Turquia desde os anos 90, por isso a modernização dos sistemas é a principal necessidade do país.

"Sendo membro da OTAN, a Turquia tem direito de comprar quaisquer armas necessárias para a segurança nacional a outros países. É um assunto particular da Aliança usar ou não as armas que estão em serviço do Estado turco", disse.

"Primeiro, os EUA não aprovaram as condições apresentadas pela Turquia em relação aos sistemas Patriot. Em seguida, Washington se opôs ao acordo de fornecimento de armas entre Ancara e Pequim. E depois, a Turquia participou de um concurso com as mesmas condições, mas estas também não foram cumpridas", sublinhou.

Agora Ancara está negociando a compra dos S-400 russos e, no ver do especialista, os EUA beneficiarão com isso porque a Turquia terá sua própria defesa aérea.

Casin afirma que as declarações sobre a incompatibilidade dos S-400 com outros armamentos da OTAN são tecnicamente erradas porque qualquer sistema pode estar integrado na defesa da Aliança, concluiu.


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