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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Será que uma batalha naval entre Irã e EUA no golfo Pérsico está iminente?

O golfo Pérsico volta a ser testemunha de uma escalada de tensões entre o Irã e os EUA. Este último tem ampliado sua presença naval na área nos últimos anos. Teerã, que se sente ameaçado por estas ações, poderá responder com medidas cada vez mais firmes.


Sputnik

O navio de patrulha norte-americano USS Thunderbolt lançou em 25 de julho tiros de advertência contra um navio iraniano operado pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).


Destróier iraniano Jamaran no Golfo Pérsico
Destróier iraniano Jamaran no Golfo Pérsico © AFP 2017/ EBRAHIM NOUROZI

O motivo para a advertência foi uma aproximação "perigosa" e a falta de respostas via rádio. O incidente não produziu vítimas ou danos.

Os representantes do IRGC consideraram o fato como "uma provocação" e "falta de profissionalismo", destacando que o navio persa prosseguiu sua missão sem reagir.

Por sua vez, um coronel do IRGC, que preferiu manter o anonimato, analisou as possibilidades de escalada de um conflito deste tipo para um confronto bélico direto.

"O que fazem os americanos é pouco profissional. São provocações propagandísticas destinadas a obter alguma base jurídica para empregar a força militar contra 'o país que, supostamente, prejudica a estabilidade na região'. Além disso, serve como justificação das sanções recém-aprovadas", disse o interlocutor da Sputnik Persa.

Nas águas do golfo Pérsico estão sempre presentes navios de várias nações que se aproximam uns dos outros constantemente. "Mas isso não quer dizer que se deva disparar imediatamente tiros de aviso", frisou o coronel.

Quanto à possibilidade de um conflito, o coronel do IRGC duvidou que o Pentágono pudesse "submeter ao caos toda a região com uma invasão do Irã", tendo em conta a extrema importância do golfo Pérsico para a economia mundial como "artéria do petróleo".

Ali Reza Rezakhah, cientista político iraniano, também não acredita na possibilidade de um conflito real.

"Há que tomar em consideração a política doméstica dos EUA. O presidente Trump está sob pressão por supostos 'laços com a Rússia' até ao ponto de alguns senadores questionarem sua legitimidade", enfatizou o especialista.

O crescimento das tensões internas provoca mais agressividade na política externa da Casa Branca, destaca Ali Reza Rezakhah, acrescentado que o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica tem todo o direito de proteger suas fronteiras, incluindo as marítimas.

O poderio militar do Irã é suficiente para conter os EUA: "Não serão capazes de esmagar Teerã com uma invasão, já que as baixas para o Pentágono seriam inaceitáveis, concluiu Rezakhah.


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