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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Será que uma batalha naval entre Irã e EUA no golfo Pérsico está iminente?

O golfo Pérsico volta a ser testemunha de uma escalada de tensões entre o Irã e os EUA. Este último tem ampliado sua presença naval na área nos últimos anos. Teerã, que se sente ameaçado por estas ações, poderá responder com medidas cada vez mais firmes.


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O navio de patrulha norte-americano USS Thunderbolt lançou em 25 de julho tiros de advertência contra um navio iraniano operado pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).


Destróier iraniano Jamaran no Golfo Pérsico
Destróier iraniano Jamaran no Golfo Pérsico © AFP 2017/ EBRAHIM NOUROZI

O motivo para a advertência foi uma aproximação "perigosa" e a falta de respostas via rádio. O incidente não produziu vítimas ou danos.

Os representantes do IRGC consideraram o fato como "uma provocação" e "falta de profissionalismo", destacando que o navio persa prosseguiu sua missão sem reagir.

Por sua vez, um coronel do IRGC, que preferiu manter o anonimato, analisou as possibilidades de escalada de um conflito deste tipo para um confronto bélico direto.

"O que fazem os americanos é pouco profissional. São provocações propagandísticas destinadas a obter alguma base jurídica para empregar a força militar contra 'o país que, supostamente, prejudica a estabilidade na região'. Além disso, serve como justificação das sanções recém-aprovadas", disse o interlocutor da Sputnik Persa.

Nas águas do golfo Pérsico estão sempre presentes navios de várias nações que se aproximam uns dos outros constantemente. "Mas isso não quer dizer que se deva disparar imediatamente tiros de aviso", frisou o coronel.

Quanto à possibilidade de um conflito, o coronel do IRGC duvidou que o Pentágono pudesse "submeter ao caos toda a região com uma invasão do Irã", tendo em conta a extrema importância do golfo Pérsico para a economia mundial como "artéria do petróleo".

Ali Reza Rezakhah, cientista político iraniano, também não acredita na possibilidade de um conflito real.

"Há que tomar em consideração a política doméstica dos EUA. O presidente Trump está sob pressão por supostos 'laços com a Rússia' até ao ponto de alguns senadores questionarem sua legitimidade", enfatizou o especialista.

O crescimento das tensões internas provoca mais agressividade na política externa da Casa Branca, destaca Ali Reza Rezakhah, acrescentado que o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica tem todo o direito de proteger suas fronteiras, incluindo as marítimas.

O poderio militar do Irã é suficiente para conter os EUA: "Não serão capazes de esmagar Teerã com uma invasão, já que as baixas para o Pentágono seriam inaceitáveis, concluiu Rezakhah.


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