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Turquia lança operação contra milícia curda na Síria, bombardeios matam dez

Curdos dizem que sete dos mortos eram civis, entre eles uma criança de oito anos. Presidente turco foi advertido que operação poderia complicar as relações com Washington e Moscou.
France Presse
O Exército turco lançou neste sábado (20) uma operação aérea e terrestre para expulsar uma milícia curda que controla o norte da Síria e que Ancara considera uma organização terrorista, desafiando as advertências americanas de que a ação poderia desestabilizar a região.

Neste sábado, bombardeios resultantes desta operação na região de Afrin (nordeste da Síria) deixaram dez mortos, a maioria civis, afirmou um porta-voz da milícia curda.

"Sete civis morreram, entre eles uma criança de oito anos, assim como duas mulheres combatentes e um homem combatente", declarou Birusk Hasakeh, porta-voz das Unidades de Proteção Popular (YPG) em Afrin.

O braço político das YPG, o Partido da União Democrática (PYD), informou que 25 civis haviam ficado feridos nos bombardeios turcos.

Nos últimos dias, Ancara…

Sistema de 'pesos e contrapesos' do Tratado INF deixou de ser vantajosa para Washington?

As ameaças dos congressistas americanos de sair do histórico Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, mais conhecido como Tratado INF, são apenas um pretexto para instalar mísseis no Oriente Médio e na Ásia, afirmou o major-general retirado russo Pavel Zolotarev.


Sputnik

As tentativas do Congresso dos EUA de impor mais sanções contra a Rússia devido a alegadas violações do Tratado INF, celebrado em 1987 para proibir que as partes possuíssem mísseis balísticos e de cruzeiro nucleares ou convencionais com alcance de 500 a 5.500 quilômetros, são apenas uma medida oportunista de descartar suas obrigações, afirmou o militar ao RT.


O porta-aviões nuclear norte-americano USS Carl Vinson da classe Nimitz foi construído em 1975. Foi lançado à água em 1980 e comissionado dois anos depois. O navio foi nomeado em homenagem a um senador do estado da Geórgia, para assinalar sua contribuição para a Marinha dos EUA. Desde 2009, se tornou o navio-almirante do grupo 1 de ataque de porta-aviões (Carrier Strike Group 1) da Marinha dos EUA. Além das suas operações numerosas, o porta-aviões também figurou em 2001 no filme Atrás das Linhas Inimigas, realizado por Owen Wilson e Gene Hackman
Porta-aviões norteámericano USS Carl Vinson © REUTERS/ Yonhap

Nesta sexta-feira (7), o legislador republicano Ed Royce, presidente do Comitê Internacional da Câmara dos Representantes, propôs uma emenda no documento sobre a segurança nacional que possibilitasse impor mais sanções contra Moscou. De acordo com o político, a Rússia estaria violando o tratado ao instalar um novo míssil de cruzeiro, um argumento negado pela parte russa.

No mês passado, a Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos EUA revelou o documento que estabelece o orçamento militar no valor de US$ 696.5 bilhões, sendo que este inclui a possibilidade de ruptura do referido tratado.

O major-general russo Pavel Zolotarev, membro do Conselho para a Política Externa e Defesa, assegurou que as ameaças americanas de sair do Tratado INF coincidem com as tentativas de reforçar sua presença no Oriente Médio e na Ásia.

"Os grupos de porta-aviões americanos continuam sendo vulneráveis face à China, que possui mísseis de curto e médio alcance. Acredito que os americanos consideram instalar mísseis de baseamento terrestre, atualmente proibidos, nas ilhas japonesas. Ademais, a instalação dos mísseis no Oriente Médio permitiria 'conter' o Irã", afirmou.

O especialista resumiu que o EUA querem realmente sair do tratado, mas precisam de um pretexto para isso.

"Tal decisão ainda não foi tomada a nível oficial. É por isso que surgem projetos de lei cujo nível profissional deixa muito a desejar. As acusações contra a Rússia são um pretexto conveniente para pôr cobro a este acordo", adiantou.

"Eu duvido muito que a Rússia tenha se atrevido a violar o Tratado INF. A ausência de fatos na fala dos americanos apenas solidificam minha certeza. Ao mesmo tempo, os EUA, que eu saiba, planejam elaborar o Pershing III — ou seja, uma versão aperfeiçoada do complexo que até o ano de 1987 estava instalado perto das nossas fronteiras", advertiu.



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