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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Sul da Síria vive dia de calma após acordo de cessar-fogo

Cessar-fogo foi acordado por Rússia, Estados Unidos e Jordânia. Combates em três províncias - Daraa, Quneitra e Suweida - foram interrompidos pelo acordo.


France Presse

A calma imperava neste domingo (9), no sul da Síria, no primeiro dia de um cessar-fogo acordado por Rússia, Estados Unidos e Jordânia, enquanto novas negociações mediadas pela ONU tentam pôr fim à guerra, que já dura seis anos.

 Membro do Exército Livre da Síria, grupo opositor ao governo de Bashar al-Assad, caminha neste domingo (9) em meio a prédios danificados em parte da cidade de Daraa tomada pelos rebeldes  (Foto: REUTERS/Alaa Al-Faqir)
Membro do Exército Livre da Síria, grupo opositor ao governo de Bashar al-Assad, caminha neste domingo (9) em meio a prédios danificados em parte da cidade de Daraa tomada pelos rebeldes (Foto: REUTERS/Alaa Al-Faqir)

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os combates em três províncias - Daraa, Quneitra e Suweida - foram interrompidos pelo acordo, que entrou em vigor às 12h do horário local (06h de Brasília) neste domingo.

Com o cessar-fogo, anunciado na sexta-feira pelo o chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, as delegações do regime sírio e a oposição são esperados para uma nova rodada de negociações em Genebra, na Suíça, na próxima segunda-feira.

"Os combates entre rebeldes e forças pró-regime pararam nesta manhã, à exceção de algumas bombas atiradas antes do meio-dia pelas forças do governo contra os rebeldes em Daraa", declarou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Violentos confrontos foram travados nas últimas semanas entre as forças pró-governo e grupos rebeldes nessas três províncias.

O regime de Damas tinha decretado, na última segunda-feira (3), um cessar-fogo unilateral de alguns dias no sul do país, enquanto negociavam com os rebeldes em Astana, capital do Cazaquistão.

Rebeldes inquietos


O governo sírio não reagiu oficialmente ao novo cessar-fogo, e a televisão estatal tampouco falou no assunto em seu boletim informativo no meio do dia.

O jornal Al-Watan, próximo do regime, citou o chefe da comissão parlamentar de relações exteriores da Síria sugerindo que o acordo tinha sido negociado em consulta com Damas.

"Nenhum detalhe do acordo foi apresentado, mas o Estado sírio tem as informações", disse Boutros Marjana ao jornal. "O regime sírio vai dar a última palavra quanto a transformação do sul da Síria numa 'zona de desescalada'. Ele tem uma coordenação com a Rússia sobre esse tema", garantiu.

Na última sexta, antes do anúncio do acordo, uma delegação de grupos rebeldes exprimiu sua oposição a um cessar-fogo em só uma parte do país durante negociações em Astana.

Por meio de um comunicado, as facções se disseram preocupadas com "as reuniões e acordos secretos entre Rússia, Jordânia e Estados Unidos acerca de um acordo para o sul da Síria, isoladamente do norte". Tal acordo "dividiria o país em dois".

'Atmosfera propícia'


Os Estados Unidos, que se afastaram do regime sírio desde que Donald Trump assumiu em janeiro, celebraram o acordo.

"Essas zonas são uma prioridade para os Estados Unidos e nós ficamos encorajados com os progressos realizados ao alcançar esse acordo", declarou, neste sábado, o conselheiro de Segurança Nacional de Trump, o general H.R. McMaster, definindo esse como "um passo importante para a paz".

O papel de Washington no acordo foi interpretado como um sinal de prudência em seus esforços para dar fim ao conflito, que já fez mais de 320.000 mortos desde que foi desencadeado em março de 2011.

Ramzi Ezzedine Ramzi, adjunto do mediador da ONU na Síria, Staffan de Mistura, acredita que o cessar-fogo melhora o clima para as negociações em Genebra.

"Isso continua a gerar uma atmosfera propícia para as negociações, como veremos na segunda-feira", declarou Ramzi.

As novas negociações, contudo, suscitam poucas expectativas quanto a um avanço considerável para resolver o conflito, que é cada vez mais complexo dada a implicação de vários atores regionais e internacionais.


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