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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Após míssil da Coreia do Norte passar sobre o Japão, Trump diz que 'todas as opções estão sobre a mesa'

Em comunicado oficial, presidente dos Estados Unidos afirmou que mensagem norte-coreana é 'clara' e sinaliza 'desprezo' com países vizinhos e ONU.


Por G1

Depois que a Coreia do Norte lançou um míssil sobre o Japão na segunda-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que não haverá trégua para o governo de Pyongyang e que "todas as opções estão sobre a mesa."

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala a jornalistas no saguão da Trump Tower, em Nova York, na terça (15) (Foto: Reuters/Kevin Lamarque)
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala a jornalistas no saguão da Trump Tower, em Nova York, na terça (15) (Foto: Reuters/Kevin Lamarque)

"A mensagem da Coréia do Norte sinalizou seu desprezo para países vizinhos e as Nações Unidas com um comportamento internacional inaceitável", também afirmou Trump, segundo a agência Reuters.

"Ameaças e ações de desestabilização", continuou Trump, "vão apenas aumentar o isolamento da Coreia do Norte na região e entre todas as nações do mundo."

A crise entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, no entanto, não começou agora. Ela se agravou no início de agosto, quando o governo norte-coreano anunciou que pretendia lançar quatro mísseis Hwasong-12 de médio alcance em um ataque nas proximidades da ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Em reação, Trump prometeu responder "com fogo e fúria como o mundo nunca viu" se o país asiático insistisse nas ameaças. Em resposta, o general Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano, disse que o presidente americano não tinha entendido.

"Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele", afirmou o general norte-coreano.

O tom da discussão subiu, com Trump afirmando que que sua ameaça de responder com “fogo e fúria” às provocações da Coreia do Norte talvez não tenha sido “forte o suficiente”. “É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes”, disse.

Por sua vez, os militares norte-coreanos prometeram "destruir sem perdão os provocadores que estão fazendo tentativas desesperadas de sufocar a Coreia do Norte" e afirmaram que os Estados Unidos iriam "sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final", caso "persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas".

China diz que pressão "não vai resolver o problema"

A China, principal aliada econômica e diplomática de Pyongyang, também alertou nesta terça-feira (29) que a crise na península coreana alcançou um "ponto de inflexão" depois do lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o Japão e pediu moderação às partes em conflito.

A porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying, reiterou o apelo para a retomada das negociações de paz e afirmou que as "pressões e as sanções" contra o regime comunista de Pyongyang "não podem resolver o problema". "A única via de saída é através do diálogo e as consultas", afirmou Hua.

A porta-voz lembrou que a China se opõe aos programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte, mas afirmou os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizaram uma e outra vez manobras militares e exerceram pressão militar" sobre Pyongyang.

A porta-voz reiterou a proposta realizada pela China de "suspensão dupla" pelo qual os EUA e Seul ofereceriam parar com suas manobras, em troca que a Coreia do Norte não realizasse mais testes balísticos e nucleares.

Diante de uma possível resposta dos EUA ao novo desafio norte-coreano, Hua advertiu que "todas as partes envolvidas devem evitar ações que possam gerar uma escalada da tensão".

Outras reações condenaram ação

Em Genebra, também Robert Wood, embaixador de desarmamento dos Estados Unidos, disse o teste com míssil coreano é "mais uma provocação" da Coreia do Norte e uma "grande preocupação."

"É mais uma provocação da Coreia do Norte. Essa é uma grande preocupação, claro, para o meu governo e para diversos outros governos", disse.

Ainda, a premiê britânica Theresa May disse nesta terça que o lançamento foi uma "provacação imprudente". May viajará ao Japão nesta terça e conversará com o premiê Shinzo Abe sobre a crise na península. "A primeira-ministra está indignada com a provocação imprudente da Coreia do Norte e condena fortemente os testes ilegais", disse May.

"De nossa perspectiva teremos que continuar a trabalhar com nossos parceiros internacionais para manter a pressão sobre a Coreia do Norte", disse a porta-voz da premiê britânica.

Federica Mogherini, alta representante para a Política Externa da União Europeia (UE), também condenou o lançamento, alertando para os próximos passos que poderá dar após reuniões no Conselho de Segurança da ONU.

"Nós apoiamos completamente chamadas por uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU hoje", diz Mogherini em comunicado, acrescentando que a UE analisará uma "resposta apropriada em estreita consulta com parceiros-chave e de acordo com deliberações do Conselho de Segurança".

A Rússia também disse estar "extremamente preocupada" com o lançamento do míssil. "Vemos uma tendência de escalada (...) e estamos extremamente preocupados com a evolução geral da situação", afirmou o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, citado pela agência estatal RIA Novosti.

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