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Kim Jong-un: Após 'declaração de guerra feroz', Trump e os EUA pagarão caro

Em um raro pronunciamento, o líder norte-coreano Kim Jong-un disse nesta sexta-feira (horário local) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu povo "pagarão caro"pelas “palavras excêntricas” que pregaram a destruição da Coreia do Norte.
Sputnik

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os EUA estão prontos para a "destruição total" da Coreia do Norte, caso isso se faça necessário.


Além disso, o presidente estadunidense chamou Kim de "Homem Foguete", pelo que considera uma "tática suicida" de provocações contra Washington e o resto dos seus aliados na Ásia.

"Agora estou pensando muito sobre a resposta que ele poderia ter esperado quando ele se permitiu que palavras tão excêntricas tropeçassem da sua língua", disse Kim, em declarações reproduzidas pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

"Qualquer coisa que Trump possa ter esperado, ele enfrentará resultados além de suas expectativas. Eu vou, …

Em debate tenso, EUA e Coreia do Norte trocam farpas na ONU

Durante Conferência para o Desarmamento, embaixador de Pyongyang acusa Casa Branca de levar a Península da Coreia a 'um nível extremo de explosão' e diz que seu país tem o direito de 'adotar contramedidas'; Washington apela por retomada de negociações


Jamil Chade | O Estado de S.Paulo

GENEBRA - Poucas horas depois do lançamento de um míssil norte-coreano colocar o mundo em alerta, uma reunião nas Nações Unidas consolidou o confronto aberto entre a diplomacia de Donald Trump e o regime de Kim Jong-un. 


Ao tomar a palavra durante a Conferência para o Desarmamento, na ONU em Genebra, a Coreia do Norte acusou a Casa Branca de levar a Península da Coreia a "um nível extremo de explosão". Para os asiáticos, Pyongyang tem de responder com "medidas duras".

"É um fato inquestionável que os EUA estão levando a península coreana a um nível extremos de explosão ao colocar ativos estratégicos de peso na região", disse o embaixador norte-coreano, Han Tae Song.

Para ele, Washington tem agido de forma "provocativa". Segundo o diplomata, a pressão ainda viria por meio de atos como "exercícios de guerra nuclear, além de manter um congelamento nuclear e chantagem por mais de 50 anos".

"Exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul fazem parte de uma política de hostilidade", declarou. "Agora que os EUA abertamente declaram suas intenções hostis contra nós, meu país tem todo o motivo para responder com contramedidas duras, como um exercício de seu direito de autodefesa", afirmou Han.

Num alerta dirigido contra a Casa Branca, o embaixador norte-coreano ainda acusou os EUA de ser "o responsável pelas consequências catastróficas que tal situação geraria", numa referência a um eventual confronto.

Em resposta, o embaixador dos EUA, Robert Wood, alertou que o teste de Pyongyang era "uma provocação", apesar de se encaixar no "padrão" do regime, e a comunidade internacional estava tratando do assunto como "uma grande preocupação".

Durante os debates, o governo americano apelou para que Pyongyang volte a sentar à mesa para negociar o fim de seu programa nuclear. "Vamos continuar a pedir que a Coreia do Norte acabe com esses atos de provocação e tome um caminho diferente", completou.

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