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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

EUA se recusam a negociar com Coreia do Norte e podem optar pela guerra

Rússia está tentando promover um encontro direto entre as lideranças dos EUA e da Coreia do Norte, na tentativa de solucionar a crise na região.


Sputnik

A informação foi divulgada pelo jornal russo Izvestia, que citou fontes no ministério das Relações Exteriores do país.


Exercícios Foal Eagle com militares de EUA e Coreia do Sul (arquivo)
Exercício militar entre tropas dos EUA e Coreia do Sul © AP Photo/ Lee Jin-man

Os interlocutores do jornal destacaram que os diplomatas norte-americanos, sob diversos pretextos, continuam a recusar o diálogo. Entre outros motivos citados, os EUA não querem uma negociação direta, "justificando isso com ausência de um regime democrático e desrespeito aos direitos humanos na Coreia do Norte".

A Coreia do Norte, entretanto, concorda que as tensões na região devem ser reduzidas, a começar por um diálogo entre Pyongyang e Washington, sem intermediários.

"Nós, assim como o outros representantes do 'sexteto' [EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha], tentamos há muito tempo organizar uma negociação direta entre os americanos e os norte-coreanos. Pyongyang insiste em realizar consultas sem intermediários. No entanto, agora a Coreia do Norte foi para um extremo, e os EUA para outro. Uns continuam a realizar testes nucleares, enquanto outros desenvolveram fixação por 'ausência de democracia e dos direitos humanos'", explicou a fonte na chancelaria de Moscou.

A Rússia teme que, na situação que se configurou, os norte-americanos podem acabar optando por uma solução militar para solucionar a crise na região.


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