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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

França nacionaliza o único estaleiro capaz de construir porta-aviões

O governo francês retomou o maior estaleiro do país em Saint-Nazaire, na costa atlântica, para evitar que a empresa italiana Fincantieri obtivesse uma participação majoritária


Poder Naval

Os governos francês e italiano continuam em desacordo sobre a propriedade do maior estaleiro da França.

Porta-aviões Charles De Gaulle em faina de docagem

Na semana passada, o governo francês nacionalizou o estaleiro STX France em Saint-Nazaire, na costa atlântica, para evitar que uma participação majoritária fosse tomada por uma empresa italiana.

O governo francês disse que buscava defender os interesses estratégicos da França, mantendo uma participação de 50%.

O ministro das Finanças francês retomou as negociações sobre o acordo em Roma na última terça-feira.

O estaleiro é o único na França grande o suficiente para construir porta-aviões e também constrói outros grandes navios de guerra e navios de cruzeiro. O maior navio de cruzeiro do mundo, Harmony of the Seas, foi construído lá.

O estaleiro foi posto à venda após o maior acionista, o conglomerado sul-coreano STX, entrar em colapso no ano passado. O governo francês possuía o restante das ações no estaleiro.

A construtora italiana Fincantieri e outro investidor italiano chegaram posteriormente a um acordo para comprar uma participação maioritária no estaleiro naval.

“Melhores condições”

No entanto, em meados de julho, o ministro das Finanças, Bruno Le Maire, anunciou que a França exerceu um direito de “pré-concessão” de recomprar a participação dos italianos.

Ele disse que o motivo era proteger os interesses estratégicos da França em matéria de construção naval.

A França propôs um acordo de propriedade 50-50 com a estatal Fincantieri italiana, mas a empresa rejeitou a idéia.

No entanto, o senhor Le Maire disse que a proposição, que permitiria preservar os interesses estratégicos da França, permaneceu na mesa.

Ele disse que viajaria para Roma no dia 1º de agosto para discutir isso com ministros do governo italiano.

Em um comunicado, o Sr. Le Maire disse que a decisão de nacionalizar o estaleiro de Saint-Nazaire foi apenas temporária. No entanto, o movimento deu à França tempo para negociar as “melhores condições possíveis” para a participação da Fincantieri no estaleiro, acrescentou.

A Itália respondeu contra a decisão francesa de impedir que a Fincantieri ficasse com a maioria. Em uma declaração conjunta, o ministro da Economia, Pier Carlo Padoan, e o ministro da Indústria, Carlo Calenda, disseram: “o nacionalismo e o protecionismo não são uma base aceitável para o estabelecimento de relações entre dois grandes países europeus.

“Para trabalhar em projetos conjuntos, você precisa de confiança e respeito recíprocos”.
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