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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

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Japoneses acordaram com alerta de míssil norte-coreano sobre seu território

'Vá para um local seguro em edifícios seguros, ou subterrâneos', insistia a mensagem.


France Presse


Milhões de japoneses acordaram nesta terça-feira (29) com a alarmante mensagem do governo para que procurassem refúgio, porque um míssil norte-coreano sobrevoava o território. Míssel norte-coreano foi lançado sobre o Japão na segunda-feira (28).

 (Foto: Arte/G1)

Esta foi a ameça mais grave de Pyongyang em muitos anos.

Pouco após o lançamento às 6h (18h de segunda-feira no horário de Brasília), alertas foram enviados por precaução aos smartphones, e as sirenes soaram nas cidades na trajetória do projétil. O artefato passou sobre a ilha de Hokkaido (norte) durante dois longos minutos antes de cair no oceano Pacífico.

"Um míssil aparentemente passou por esta área há pouco tempo. Se você encontrar algum objeto suspeito, não se aproxime e chame imediatamente a Polícia, ou o Corpo de Bombeiros", dizia uma dessas mensagens, também visível na televisão.

"Vá para um local seguro em edifícios seguros, ou subterrâneos", insistia a mensagem.

Para aqueles que já estavam nos transportes públicos, os sinais de alerta foram exibidos nos painéis das estações e nas telas públicas, e o trânsito ferroviário foi temporariamente suspenso.

"Todas as linhas foram perturbadas. Motivo: tiro de míssil balístico", era lido em Sapporo, a principal cidade de Hokkaido. Alguns levaram as instruções ao pé da letra.

"Passageiros desceram para se abrigar em duas das nossas estações", relatou à AFP um porta-voz do metrô de Sapporo.

Outros não tiveram escolha a não ser rezar para o céu, como os pescadores de 15 embarcações que já haviam deixado a cidade costeira de Erimo (sul de Hokkaido) quando a notícia chegou.

"Fiquei surpreso com o fato de o míssil estar passando sobre nossas cabeças. Isso nunca aconteceu antes", reagiu Hiroyuki Iwafune, funcionário da cooperativa de pesca.

"Fiquei preocupado. Liguei para aqueles que estavam no mar, mas eles me disseram: 'mesmo com esse aviso, o que podemos fazer?'. O sentimento é o mesmo: devemos nos esconder? Mas onde?", completou.

'Muito perigoso'

Em Tóquio, mais de 700 quilômetros ao sul, a circulação de trens, incluindo o famoso Shinkansen de alta velocidade, também foi temporariamente interrompida, e avisos foram emitidos aos passageiros.

"Um míssil norte-coreano está sobrevoando o Japão. É muito perigoso. Permaneçam nas salas de espera, ou dentro dos trens", dizia o alerta.

Nas ruas, nenhum sinal de pânico particular, mas um sentimento de medo misturado com resignação.

"Tenho medo, mas, ao mesmo tempo, é uma ameaça que parece irreal e distante das nossas vidas diárias", comentou Julia Kotake, de 18 anos, que estuda na Universidade de Tóquio.

"Se um míssil cair, acho que não poderemos fazer nada", resigna-se.

A aceleração dos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte levou várias regiões do Japão a realizar exercícios de evacuação nos últimos meses.

Na maioria dos casos, tais exercícios consistiram em simplesmente agrupar as populações das aglomerações consideradas vulneráveis em edifícios públicos.

Por acaso, no mesmo momento do disparo norte-coreano, as Forças de Autodefesa (nome do Exército japonês) exercitavam a mobilização do sistema antimíssil Patriot Advanced Capability 3 (PAC-3) na base americana de Yokota, a oeste de Tóquio.

"Praticar esse tipo de treinamento nos permite manter nosso sistema de resposta rápida a um lançamento de míssil balístico e reforçar a dissuasão, não apenas do nosso país, mas de toda a aliança nipo-americana", afirmou o comandante da Força Aérea do Japão, Hiroaki Maehara.

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