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Venezuela está disposta a 'defender soberania e independência de Nicarágua'

Jorge Arreaza, chanceler da Venezuela, avisou da capital nicaraguense, Manágua, que o presidente Nicolás Maduro está disposto a apoiar a Nicarágua em defesa de sua soberania se for necessário.
Sputnik

"Se [nós] o povo bolivariano, os revolucionários da Venezuela, tivéssemos que vir à Nicarágua para defender a soberania e a independência nicaraguense, e oferecer nosso sangue pela Nicarágua, iríamos como Sandino, até à montanha de Nueva Segovia", expressou Arreaza.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela fez essas declarações durante a comemoração dos 39 anos do triunfo da Revolução Sandinista em Nicarágua, país para o qual viajou em 19 de julho.

O socialismo, enfatizou Arreaza, é o caminho certo, e assegurou que a Venezuela passou por uma situação semelhante da qual a Nicarágua enfrenta desde abril deste ano.

"Caros compatriotas, dizemos-lhes porque vivemos essa mesma experiência que vocês vivem nos últimos meses, nós as chamamos de guarimbas [termo para protesto popu…

Maduro ordena exercícios militares na Venezuela após ameaça de Trump

Exercícios serão realizados nos dias 26 e 27 de agosto. Trump disse que EUA consideram opção militar na Venezuela.


Por G1

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou nesta segunda-feira (14) a realização de exercícios da Força Armada em todo o país em 26 e 27 de agosto, após a advertência do chefe de Estado americano, Donald Trump, de que pode usar a opção militar no país petroleiro.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, concede coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) rodeado de tanques de guerra e centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas (Foto: FEDERICO PARRA / AFP)
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, concede coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) rodeado de tanques de guerra e centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas (Foto: FEDERICO PARRA / AFP)

"Dei a ordem ao Estado Maior Superior da Força Armada para iniciar os preparativos para um exercício nacional, cívico militar de defesa integral armada da pátria venezuelana", anunciou Maduro diante de uma multidão de simpatizantes.

"Vamos continuar na rua protestando contra qualquer forma de ingerência do imperialismo, seja diretamente ou com seus aliados na América Latina. Exigimos respeito", havia dito mais cedo o poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello na manifestação.

O presidente venezuelano criticou os comentários de Trump, de que os EUA consideram uma opção militar para a Venezuela, mas disse que mantém seu pedido para conversar com o americano. Maduro falou após uma marcha de militares realizada contra a advertência de Trump.

"Quero falar por telefone com Trump. Para explicar a ele: 'senhor Trump, estão te enganando. Tudo o que dizem sobre a Venezuela para você é mentira'", afirmou.

Os Estados Unidos impuseram recentemente sanções financeiras e jurídicas contra Maduro e 20 de seus funcionários e ex-colaboradores, acusando-os de ruptura da ordem democrática, de corrupção e de violação de direitos humanos.

Marcha de militares


Milhares de venezuelanos, inclusive militares, marcham nesta segunda em Caracas para repudiar a advertência Trump. Com uma música ressoando pelo alto-falante "Yankee go home!", seguidores do governo, vestidos de vermelho, foram até o palácio presidencial de Miraflores, à espera de Maduro.

Funcionários do governo lideraram as manifestações em diferentes cidades do país. A Força Armada, principal base de sustentação do regime, reiterou sua lealdade a Maduro e se disse pronta para enfrentar uma agressão militar.

Rodeado de tanques de guerra e centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, classificou de "delirantes" e "loucas" as ameaças de Trump.

"Aparentemente se esgotaram todas as vias, todos os métodos do golpe suave (...) e o império norte-americano deixou cair a máscara para ir pela via direta da agressão militar", disse Padrino López.

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