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No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Maduro ordena exercícios militares na Venezuela após ameaça de Trump

Exercícios serão realizados nos dias 26 e 27 de agosto. Trump disse que EUA consideram opção militar na Venezuela.


Por G1

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou nesta segunda-feira (14) a realização de exercícios da Força Armada em todo o país em 26 e 27 de agosto, após a advertência do chefe de Estado americano, Donald Trump, de que pode usar a opção militar no país petroleiro.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, concede coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) rodeado de tanques de guerra e centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas (Foto: FEDERICO PARRA / AFP)
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, concede coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) rodeado de tanques de guerra e centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas (Foto: FEDERICO PARRA / AFP)

"Dei a ordem ao Estado Maior Superior da Força Armada para iniciar os preparativos para um exercício nacional, cívico militar de defesa integral armada da pátria venezuelana", anunciou Maduro diante de uma multidão de simpatizantes.

"Vamos continuar na rua protestando contra qualquer forma de ingerência do imperialismo, seja diretamente ou com seus aliados na América Latina. Exigimos respeito", havia dito mais cedo o poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello na manifestação.

O presidente venezuelano criticou os comentários de Trump, de que os EUA consideram uma opção militar para a Venezuela, mas disse que mantém seu pedido para conversar com o americano. Maduro falou após uma marcha de militares realizada contra a advertência de Trump.

"Quero falar por telefone com Trump. Para explicar a ele: 'senhor Trump, estão te enganando. Tudo o que dizem sobre a Venezuela para você é mentira'", afirmou.

Os Estados Unidos impuseram recentemente sanções financeiras e jurídicas contra Maduro e 20 de seus funcionários e ex-colaboradores, acusando-os de ruptura da ordem democrática, de corrupção e de violação de direitos humanos.

Marcha de militares


Milhares de venezuelanos, inclusive militares, marcham nesta segunda em Caracas para repudiar a advertência Trump. Com uma música ressoando pelo alto-falante "Yankee go home!", seguidores do governo, vestidos de vermelho, foram até o palácio presidencial de Miraflores, à espera de Maduro.

Funcionários do governo lideraram as manifestações em diferentes cidades do país. A Força Armada, principal base de sustentação do regime, reiterou sua lealdade a Maduro e se disse pronta para enfrentar uma agressão militar.

Rodeado de tanques de guerra e centenas de soldados armados no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, classificou de "delirantes" e "loucas" as ameaças de Trump.

"Aparentemente se esgotaram todas as vias, todos os métodos do golpe suave (...) e o império norte-americano deixou cair a máscara para ir pela via direta da agressão militar", disse Padrino López.

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