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Única mulher a bordo do submarino argentino desaparecido é oficial pioneira

Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é a 'primeira submarinista' da Argentina. O ARA San Juan desapareceu com 44 tripulantes no Atlântico Sul.
G1

Única mulher no submarino militar argentino desaparecido com 44 tripulantes no Atlântico Sul, Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é descrita pela imprensa local como primeira oficial submarinista do país e da América do Sul. Ela ocupa o cargo de chefe de armas do ARA San Juan, que perdeu contato com a terra na sexta-feira (17).

Eliana nasceu em Oberá, na província de Misiones, no nordeste da Argentina, e só conheceu o mar aos 21 anos de idade, destaca o perfil do jornal "Clarín". Após se formar no ensino médio, ela se matriculou na Universidade de Misiones para fazer faculdade de Engenharia Industrial.

Duas tragédias familiares levaram Eliana a desistir do curso: a morte de um irmão, em um acidente de trânsito, e a morte da mãe, em decorrência de um problema cardíaco.

Em um perfil publicado em 2015 na revista "Viva", que …

O tropeço de Idlib: com quem terá que combater Damasco após vencer Daesh?

O exército sírio continua seu avanço até Deir ez-Zor, um dos últimos bastiões dos jihadistas. No entanto, após derrotar o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), as autoridades sírias terão que lidar com mais dois problemas – os curdos e a oposição, opina Gevorg Mirzayan, especialista político da Universidade de Finanças da Rússia.


Sputnik

Segundo o analista, é difícil prever o que acontecerá com os curdos, já que muitos jogadores estão envolvidos nesta questão. Entretanto, o problema da oposição síria parece ser mais fácil para resolver.


Combatente rebelde dispara artilharia nos arredores da província de Idlib, na Síria
Combatente rebelde dispara nos arredores de Idlib © AFP 2017/ OMAR HAJ KADOUR

Originalmente, Damasco esperava resolver a situação com a oposição através de negociações diplomáticas, envolvendo-a na vida pública e política da Síria como um "perdedor honorável", recorda o especialista político.

Foi este tema que negociaram em Astana, quando estabeleceram quatro zonas de desescalada, o sudeste da Síria, Guta Oriental, o norte de Homs e idlib, para por fim aos confrontos armados entre as forças governamentais e as da oposição. As três primeiras zonas já estão em funcionamento, enquanto surgiram certos contratempos com a quarta.

A estratégia em Idlib

Idlib, a maior e mais complicada destas zonas, converteu-se em um cenário de verdadeira guerra civil, afirma o analista.

Inicialmente, estava previsto que o grupo Ahrar al-Sham, controlado parcialmente pela Turquia, aplicasse o acordo atingido em Astana, mas a organização foi derrotada pela Frente al-Nusra, também conhecida como Frente Fatah al-Sham (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), que reforçou suas posições na cidade e outras localidades da província, assim como em vários postos fronteiriços com a Turquia.

Com sua vitória, a Frente al-Nusra vai absorvendo pouco a pouco outros grupos da província. Na realidade, a organização cresceu tanto que começou uma ofensiva contra as forças governamentais em Hama. Mas, mesmo que pareça estranho, isso poderia beneficiar as autoridades sírias, destaca o autor do artigo.

Segundo explica Gevorg Mirzayan, Damasco não quer manter um diálogo político com os terroristas, mas sim solucionar o problema de Idlib da mesma maneira que o fez em Aleppo, isto é, através de operação militar.

"Para justificar tal operação, Damasco precisa que Idlib seja dominado pela Frente al-Nusra", disse, acrescentando que deste modo seria mais fácil convencer Moscou a realizar uma operação militar.

Interesse dos turcos

Entretanto, os turcos também não estão contentes com a situação em Idlib, porque a reputação do país otomano está ameaçada.

"Os turcos são responsáveis por este território, tanto pelo cessar-fogo como pela luta contra terrorismo. Mas quando a Frente al-Nusra tomou Idlib, surgiu a pergunta se os turcos podem cumprir seus compromissos. Eles não querem que que suas tarefas sejam cumpridas pelos iranianos ou russos, por isso precisam por a situação em Idlib em ordem com suas próprias forças", explica Leonid Isaev, especialista em assuntos árabes da Escola Superior de Economia (Rússia).

Segundo Mirzayan, uma das opções para alcançá-lo é organizar uma invasão de Idlib por parte das forças da oposição síria, que se encontram agora no norte do país, em outras palavras, zona controlada pela Turquia.

"É possível ligar a zona [da operação] Escudo do Eufrates com a de Idlib através do território controlado atualmente pelos curdos", afirma Anton Mardasov, especialista do Conselho russo para Relações Internacionais.

No entanto, a situação se tornaria mais complicada porque será necessário atacar os curdos, aliados dos EUA.

"O problema é que uma ofensiva contra os povos árabes formalmente controlados pelos curdos será percebida como uma operação contra todo o cantão [curdo]. Neste caso, os curdos, aliados dos norte-americanos, poderiam suspender as operações em Raqqa e Deir ez-Zor, prejudicando os planos dos EUA", concluiu Mardasov.


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