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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Por que Coreia do Norte não atacou Guam e lançou míssil sobre o Japão?

Nesta terça-feira (horário local) a Coreia do Norte lançou um míssil balístico que, depois de sobrevoar o espaço aéreo japonês, caiu no Oceano Pacífico, cerca de 1.180 quilômetros ao leste da ilha japonesa de Hokkaido.


Sputnik

Por que Pyongyang disparou o projétil na direção do Japão, e não da ilha de Guam, como ameaçou durante as últimas semanas? Será que o Japãp consegue de proteger dos mísseis norte-coreanos?


Lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte
Lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte © REUTERS/ KCNA

Japão blefa, quando diz poder interceptar mísseis da Coreia do Norte

Estima-se que o míssil norte-coreano tenha sobrevoado cerca de 2.700 quilômetros e que atingiu altura máxima de 550 quilômetros. O ex-comandante da Força de Defesa Aérea da Rússia, general Aleksandr Gorkov, disse ao jornal russo Vzglyad que esses parâmetros representam "um recorde para os mísseis balísticos norte-coreanos". Segundo ele, isso pode significar que Pyongyang vez grandes progressos no desenvolvimento de seus mísseis.

O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, declarou depois do lançamento que o seu país poderia ter derrubado o míssil norte-coreano, mas não o fez porque não havia risco de queda no território japonês.

Gorkov, no entanto, afirmou que o Japão estaria blefando pois, segundo ele, é praticamente impossível derrubar esse tipo de míssil com os sistemas atualmente implantados no Japão.

Se Coreia do Norte continuar sendo provocada, mísseis podem ser disparados contra Guam


O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, declarou que o lançamento do míssil norte-coreano na direção leste, e não contra Guam, mais ao sul, demonstra um "recuo" de Pyongyang, após as advertências dos EUA.

De acordo com Andrei Lankov, especialista em Coreia do Norte e professor da Universidade Kookmin em Seul, isso até pode ser verdade. Segundo ele, entretanto, isso não significa que a ilha de Guam não seja mais o alvo. Ainda mais se a Coreia do Norte continuar sendo provocada.

Lankov acredita que, mesmo que não haja "ameaça imediata de guerra", o momento é "realmente muito perigoso". Os EUA poderiam considerar o lançamento de um míssil como "o início de um ataque real". Ainda mais pelo fato da Coreia do Norte ter criado a reputação de um regime imprevisível.

Mísseis primeiro, negociações depois

Segundo o especialista sul-coreano, Meng Chu-sok, o mais recente lançamento de míssil por Pyongyang demonstrou que a Coreia do Norte tem capacidade de atacar Guam. Segundo ele, a distância sobrevoada pelo míssil seria "suficiente para atingir a base dos EUA" na ilha do Pacífico.

Na opinião de Chu-sok, o lançamento também prova que Pyongyang pretende "completar a criação de um arsenal nuclear e de mísseis" para usar "como moeda" nas negociações com os Estados Unidos e seus aliados.


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